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Existe um pantáculo, denominado “Plano de Tebas”, com o qual foram formadas e calculadas as letras e números latinos. Tal pantáculo é desenhado pela união da Cruz de Jesus, de Pedro e de André, separando da metade para cima o que é espiritual e da metade para baixo o que é material, e, naturalmente, com essa breve analise do pantáculo, já nos é possível utilizar das grafias das letras e números latinos para uma primeira analise da unidade. Apenas para que compreendamos a relevância de tal pantáculo, temos a possibilidade de compará-lo com um símbolo muito importante na maçonaria, se mantivermos no pantáculo de Tebas, apenas a cruz de Santo André, teremos então a representação da escada de Jacó!

                                                                                                                                                                                     

 

                                                                                                                                                                                     Começando então com as figuras inscritas no pantáculo; desenhando a letra A, podemos perceber que ela não ultrapassa a metade inferior do pantáculo (ou da escada de Jacó), apesar de abarcar igualmente os lados direito e esquerdo, que seriam a representação do masculino, ativo, racional e material (lado direito) e feminino, passivo, emocional e espiritual (lado esquerdo). Em complemento à letra A, temos a imagem do número 1 no pentáculo de Tebas, que é uma linha que vai da base ao topo (“É verdade, é certo sem erro, é de todo verdade, o que está em cima é como o que está em baixo ”), com apenas uma tênue curva final para o lado direito do pentáculo, demonstrando um indício de materialidade.

No princípio Deus criou o céu e a terra. A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam o Oceano e um vento impetuoso soprava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz”! E a luz se fez. Deus viu que era boa. Deus separou a luz das trevas. E à luz Deus chamou ‘dia’, às trevas chamou ‘noite’. Fez-se tarde e veio a manhã: o primeiro dia.”

Esse é o primeiro dia da Criação, a representação simbólica da esplêndida e brilhante unidade. Antes da luz não eram as trevas, era o caos! No momento exato em que a Divindade começa a organizar o caos e cria a luz, as trevas são, por conseqüência, perceptíveis e necessárias. Em verdade, vale a pena aqui sanar um equívoco na expressão comumente utilizada e utilizada pelo autor poucas linhas acima, tal expressão é “criar a luz”. Deus não precisava “criar” a luz, uma vez que Ele já era e é Luz Infinita, Ele precisava “limitar” tal luz, para que as trevas fossem visíveis e para que a Luz Infinita fosse perceptível e aplicável a uma vibração que não é a mesma da Divina Luz Infinita. Uma boa alegoria é o jarro, como se Deus “armazenasse” em um jarro ou vaso a Luz que doravante se faria perceptível. É no primeiro dia da Criação também que Deus cria o céu e terra, ou seja, o número um é a causa primeira, é origem das origens; mas é também infértil (“A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam o Oceano...”). Temos no número um o simbolismo do principio, ou seja, Deus enquanto causa das causas. Mas o número um não pode simbolizar o próprio Deus, enquanto criador, pois o número um por si só nada cria, apesar de possuir o potencial de evolução que se mostrará útil nos números subseqüentes. “A unidade simplesmente permeia cada número, sendo a medida comum, a fonte e a origem de todos os números, contendo em si todos os números unidos. A unidade é o início de cada multiplicidade, mantendo-se sempre a mesma, imutável. Multiplicada por si mesma, produz nada além dela mesma. É indivisível, não tem partes. Nada precede o um, nada segue o um, além do um nada existe. Todas as coisas que existem desejam este um porque todas as coisas procedem do um. Para que todas as coisas sejam iguais, é necessário que partilhem deste um. Como todas as coisas procedem do um para a multiplicidade, todas as coisas procuram voltar para esse um de onde procederam, sendo necessário abandonar a multiplicidade. ”

O Primeiro Livro de Moises, denominado Gênese ainda nos propicia outro simbolismo do número um, que seria a analise do Primeiro capítulo como um todo. Tal capítulo fala sobre os seis dias da Criação; o primeiro dia já foi analisado e o último é a criação do homem, é a manifestação de Deus em sua imagem e semelhança. Sendo assim, o primeiro capítulo é a unidade de Deus que se manifesta e se resume na unidade do homem, ainda unidade, pois não foi feita a mulher que o completará.

Enquanto as letras latinas são desenhadas e calculadas a partir do pantáculo de Tebas, as letras do alfabeto hebraico o são a partir de outro pantáculo, denominado “plano do paraíso terrestre”. O número um é o Aleph hebraico (א), que “representa, ao mesmo tempo, o diâmetro e a circunferência com movimento circular em dois sentidos, ascendente e descendente, para indicar a unidade do ser, do movimento e do equilíbrio ”. Ou seja, o primeiro traço da letra seria transversal representando o diâmetro do pantáculo, os dois próximos traços representam a circunferência nos dois sentidos e o último traço completa o equilíbrio da figura. 

Acabamos de traçar o saltimbanco do tarô!    

A primeira lâmina do tarô de Marselha é o Mago (ou Prestidigitador). Ele se posiciona (como citado acima) exatamente como a letra Aleph, tem em sua cabeça um enorme chapéu figurando um lemniscata (símbolo do infinito) e sobre a mesa copos, moedas, um punhal, um vegetal, dois dados e uma bolsa, na qual ele esconde (ou guarda, reserva, preserva) o que deve ser oculto. Ele é o homem natural, que desconhece as suas verdadeiras potencialidades, que possui a intelectualidade na mão esquerda (bastão) e a materialidade na direita (moeda), estando, portanto, invertido. Em cima de sua mesa (que é quadrada, portanto matéria) a potencialidade do crescimento (vegetal), da destruição (punhal, violência) e da fertilidade (cálice, copas, emoção). “O nimbo com que é coroado é a luz da vida, equilibrada como as serpentes de Hermes, pelo antagonismo harmonioso do movimento ”. Os olhos do mago olham para a sua direita (esquerda de quem lê a lâmina), simboliza o olhar para o passado, ou o olhar para a matéria.

A letra Aleph pode ser escrita por extenso: אלף, ou seja, Aleph, Lamed, Phe. Sendo assim, se calcularmos o valor numérico de cada letra, Aleph seria por extenso 1, 30, 80; números esses que somados dariam 111, que pode ser entendido como o número um manifestado nos três planos ou como o número três (falaremos sobre ele no artigo “3 : E houve a Terra, o Mar e a Vegetação”). Aleph LamedPhe podem ser entendidos também como três páginas do livro de Toth; a saber:

[1] o Mago (que já foi analisada acima);

[12] o Enforcado. Simboliza o sete apontando para baixo, ou seja, o desconhecimento. As pernas cruzadas denotam o mundo material sobrepujando o mundo espiritual/intelectual, mas apenas uma das pernas está amarrada, ou seja, existe o potencial de reverter a situação. O desenho citado é o oposto exato doImperador, que seria o triângulo apontando para cima. A figura (do Enforcado) olha em direção ao leitor, simbolizando o presente.

[17] a Estrela. Simboliza a união dos elementos, pois na lâmina todos os elementos se fazem presentes e se unem onde devem. Os jarros fazem referência ao paradoxo, ou às serpentes do caduceu. A figura está sentada, representando passividade ou atividade lenta e olha para baixo, que representa o passado que influencia o presente.

Temos também, como base para analise dos números, uma obra conhecida como Nuctemeron de Apolônio de Tiana. Na primeira hora do Nuctemeron consta: “Na unidade, os demônios entoam louvores de Deus, perdem sua malícia e sua ira”. Podemos analisar essa primeira hora como uma citação da obrigação de todo ocultista, e, portanto, que seria anular as paixões negativas, fazendo com que até mesmo essas sirvam ao objetivo maior, que é a Perfeição.

Naturalmente, o Oriente tem muito a nos oferecer. “A sabedoria da SanatanaDharma tem sua fundação no princípio da advaita. Esse termo sânscrito significa ‘não dois’. A doutrina da advaita afirma uma identidade de uma consciência total, uma visão do universo como um ser vivo e consciente ”. A SanatanaDharma entende que Brahman (o Ser Supremo) não cria o mundo exatamente (como um agente externo), mas na verdade se torna o mundo. E é nessa análise que entendemos que Atmã (“da raiz na, ‘respirar’; e manas ‘pensar’” , ou seja, o Ser) é uma porção – literalmente falando – do Supremo (Brahman). “De todas as coisas, Deus é o Eu mais intimo ”. E é nesse ponto que compreendemos que a análise do um é uma compreensão do Ser; o Ser enquanto manifestação da Suprema Divindade da qual viemos, somos parte e para a qual iremos novamente um dia.

Não poderíamos deixar de passar pela alegoria dos Herméticos. De acordo com os mesmos, o um é o falo e o dois é o cteis , falo este que é representado como Yod( י ). Yod é a décima letra do alfabeto Hebraico. Podemos entender o dez como um (1 + 0 = 1), o que ratifica o postulado Hermético.

Podemos entender então, utilizando um pouco de cada analise da unidade, que o Um é o Ser Divino, é a manifestação primeira, que contêm em si o potencial de tudo criar, mas que por si só nada cria. É o início e o fim de tudo. É oYodque se une ao cteiscriando o nome de Inefável, ocorre a criação do quaternário por meio da união das duas unidades (por conseqüência, binário). O quaternário que se explica pelo binário, que se explica finalmente pelo ternário. Chegamos à dualidade, “decifra-me ou devoro-te”, eis que surge a esfinge!

Com Amor,

 

 

:: Alan Curátola .'.

 

Bibliografia:

Biblia Sagrada. Ed. Vozes

BARRETT, Francis (1994). Magus: Tratado Completo de Alquimia e Filosofia Oculta. Ed. Mercuryo.

LEVI, Eliphas (?). Dogma e Ritual da Alta Magia. Ed. Madras.

LEVI, Eliphas (2004). Curso de Filosofia Oculta: Cartas ao Barão Spedalieri. A Cabala e a Ciência dos Números. Ed. Pensamento.

MELO, Alan Curátola de (2006). Câmara de Reflexão [Trabalho para Elevação na Loja Maç.'.Ind.'.Maat.'.]

Burger, Bruce (2007). Anatomia Esotérica: O Corpo como Consciencia. Ed. Madras.

GODO, Carlos (1985). O Tarô de Marselha

Exibições: 538

Respostas a este tópico

Bastante profundo,eis um estudo esotérico de extremo valor,pois começa com o primeiro,o número um,o principio e ao mesmo tempo o fim,desenvolvido dentro de dois pentáculos: o de tebas e o hebraico, plano do paraiso terrestre,de onde se formaram a numeração ,usada até hoje. Dentro do esotérismo,de Eliphas Levi,encontramos o estudo completo e profundo do significado oculto dos numeros criados . Um belo texto, começo de uma aula de ciências ocultas. Obrigada, por mais esse conhecimento. Marilu.

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