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MEDICINA EGÍPCIA





A MEDICINA NO ANTIGO EGITO



Dr Geraldo Rosa Lopes



Desde a mais remota antiguidade o homem já possuía a sua “arte de curar” e, no Antigo Egito, as origens desses procedimentos podem ser identificadas desde o período neolítico e se mantiveram ao longo das fases proto e pré-dinásticas e durante toda a história faraônica. Esse homem primitivo baseava suas crenças e suas concepções de cura em um processo mágico-religioso, místico e impregnado de rituais, encantamento, oferendas propiciatórias aos deuses e cerimônias sagradas. 
A cura das doenças estava intimamente associada aos preceitos religiosos e a figura do médico estava representada pelo xamã-curandeiro, o “homem medicina” que procurava, com seus exorcismos, suas preces, seus amuletos, afastar a entidade maligna que se havia apossado do doente, acreditando que a doença seria causada por forças maléficas enviadas pelos deuses, como castigo por faltas cometidas. 
No Antigo Egito, essa “arte de curar” estava bem definida e era considerada de ótima qualidade para os padrões da época. Os médicos eram sacerdotes e praticavam a medicina convencional, terapêutica, bem como eram ainda versados em magia e em tratamentos empíricos. Aprendiam essa “arte de curar” nas chamadas “Casas da Vida”, instituições que se localizavam junto aos grandes templos e muito prestigiadas pelos faraós. 
Os médicos estavam sempre ligados a uma divindade, como eram os “sacerdotes da deusa Sekhemet”, de grande prestígio nas cortes. Havia sanatórios de curas ou “Castelos da Vida”, onde os doentes eram tratados com hidroterapia, sonoterapia, transes hipnóticos, medicamentos à base de plantas alucinógenas e narcóticas, induzindo um sono terapêutico e sonhos proféticos, quando recebiam conselhos das divindades para a sua cura. Junto ao templo de Dendera ainda existem as ruínas de um desses sanatórios de cura. Os gregos aproveitaram a idéia e, séculos mais tarde, criaram seus templos de cura – seus “Asclepeions” – ou “Asclépias”, santuários dedicados ao deus grego Asclépio. 
Aliás, com relação aos gregos, vários sábios, filósofos e historiadores estiveram no Egito para estudar sua religião, sua cultura, mitologia e, principalmente, sua medicina. Entre eles, Hipócrates, que permaneceu durante três anos no Egito e estudou seus códigos de moral, de ética e seus ensinamentos da arte de curar. 
Outros grandes sábios gregos também ali estiveram, tais como: Heródoto, Plínio, Diodoro, Hecate de Mileto, Solón, Platão, Endoxus e tantos outros, os quais difundiram a cultura e a medicina faraônica pelo mundo então conhecido. Os gregos, romanos, bizantinos, árabes e coptas foram os principais divulgadores da arte de curar egípcia. 
Os médicos-sacerdotes estavam definidos por uma rígida hierarquia e havia especialistas para as doenças que afligiam determinadas partes do corpo. Reis e nobres de países vizinhos davam preferência aos médicos egípcios para atuarem em suas cortes.
Havia os médicos para os males da cabeça, do abdômen, das fraturas, os cirurgiões, os oculistas, os especialistas dos dentes, médicos dos animais e das doenças femininas – (partos – testes de fertilidade e de gravidez, anticoncepcionais, etc.).
Faziam trepanações cranianas, tratavam os ferimentos e realizavam cirurgias. Os medicamentos eram muito variados; havia aqueles de origem vegetal, os de origem animal e os minerais. Usavam esses medicamentos em forma de chás, infusões, cataplasmas, inalações e nebulizações com ervas balsâmicas, massagens com óleos aromáticos, imobilizações de fraturas, curativos em ferimentos, fumigações vaginais, colírios para os olhos, cremes protetores, hidroterapia, sonoterapia, fisioterapia e até técnicas de cura baseadas na Cromoterapia, o uso terapêutico das cores, através de flores e pedras preciosas. Todos esses tratamentos eram sempre acompanhados por rituais, encantamentos, magia, exorcismos e também de amuletos. 
Vários desses tratamentos foram comprovados no estudo das múmias, técnica moderna chamada Paleopatologia. Como exemplos, sabemos hoje que Tamsés II, Seti I, Merenptah, tiveram arteriosclerose; Ramsés V teve varíola; Siptah sofreu de uma atrofia no pé E.; Ramsés III e Thutmés II eram muito obesos; várias rainhas sofreram de osteoporose. Foram encontradas múmias com seqüelas de parasitoses, verminoses, hérnias, deficiências da coluna vertebral; doenças dos dentes, reumatismos, tuberculose e tantas outras patologias comprovadas em exames especializados. 
Uma das mais importantes fontes de nossos conhecimentos sobre a medicina praticada no Antigo Egito nos chegou através dos “papiros médicos”, coletânea de textos médicos da época faraônica. Tais documentos encontram-se nos grandes museus do mundo, mormente nas grandes capitais dos E. Unidos e da Europa. 
O grande nome da medicina do Antigo Egito foi IMHOTEP, “aquele que vem em paz”, e que viveu na época do faraó Djozer – na III Dinastia. Esse grande sábio deixou-nos uma obra monumental. Seu trabalho “Ensinamentos” constituiu a base do Papiro Cirúrgico de Edwin Smith e foi a grande fonte de inspiração para Hipócrates formular o seu famoso “Juramento”.


Sekhemet



Além de médico, Imhotep foi arquiteto, sacerdote, vizir, astrônomo e conselheiro real. Uma das mais carismáticas personalidades na história da humanidade. 
Sobre essa arte de curar praticada no Antigo Egito, e que nos foi transmitida através da Arte, dos historiadores e escritores gregos, dos papiros médicos e da Paleopatologia existe uma vasta, enorme e variada bibliografia, livros, obras, teses, compilados e escritos pelos maiores estudiosos e pesquisadores, por anatomistas e egiptólogos, constituindo-se em um verdadeiro tesouro de conhecimentos sobre a medicina faraônica. 
O assunto é emocionante! É mais uma certeza que possuímos sobre a sabedoria do Antigo Egito, pois se trata de um contexto extraordinário do elevado nível cultural, artístico, religioso, científico, moral e ético que impregnou o mundo com seu perfume de sabedoria e de dignidade, um perfume que chega até nós na beleza de suas lembranças e no encanto de sua flor-de-lótus. 

“Os remédios são bons para os encantamentos e os encantamentos são bons para os remédios”. (Do Grande Livro de Toth.)



AS CORES NA MEDICINA DO ANTIGO EGITO



Ondina Balzano






O ser humano nasceu rodeado de cores e começou a usá-las intuitivamente. No antigo Egito a Medicina também empregou as cores como recursos terapêuticos, fazendo analogias entre as características dos sintomas ou das doenças e as cores através de substâncias como plantas e pedras preciosas e semi-preciosas. 
A utilização das plantas era feita por folhas, flores ou raízes, em forma de infusões, chás, emplastros ou cataplasmas, triturados com mel ou óleos aromáticos, aplicados em curativos locais. Usavam as pedras preciosas ou semi-preciosas para confeccionar amuletos, adereços e jóias, as quais além de atuarem pela ação da cor, exerciam sua influência benéfica pelas fórmulas mágicas que traziam gravadas. No tratamento da icterícia, que se caracteriza pelo aumento de bilirrubina no sangue, com deposição desse pigmento na pele e mucosa, apresentando a coloração amarelada, era usada a cor amarela para terapia, através de flores e pedras preciosas, conforme os procedimentos já mencionados. 
Em caso de hemorragia, evidenciada pelo derramamento de sangue, onde se observa a sua cor vermelha, bem como de doenças cardiovasculares, utilizavam como tratamento a cor vermelha em flores e pedras preciosas. 
A cianose, que provoca uma coloração azul-arroxeada na pele, é resultante de oxigenação insuficiente do sangue e se manifesta em doenças pulmonares crônicas, como fibrose e enfisema pulmonar, e também nas doenças cardíacas, como cardiopatias congênitas ou graves, como as lesões do septo cardíaco. Essa doença era tratada com flores e pedras preciosas de cor azul. 
Todas essas crenças, baseadas na utilização das cores como terapia médica, levavam em consideração a analogia entre a cor com a qual se manifestava o sintoma ou a doença e a cor usada para a cura. Os médicos egípcios acreditavam na ação neutralizante das cores a tal ponto que irradiavam, de maneira localizada, a coloração idêntica pela qual se apresentava determinada patologia. Muitos templos no antigo Egito possuíam as “Hat Ankh” ou Castelos da Vida, ou ainda Sanatórios de Cura, que eram construídos em pedra ou em tijolos, onde os sacerdotes-médicos faziam os tratamentos de hidroterapia, sonoterapia, hipnose e a cromoterapia pelo uso de flores e pedras coloridas. 
Esses procedimentos eram rigorosamente supervisionados pelos sacerdotes especializados, iniciados nos mistérios da magia e profundos conhecedores dessas ervas e pedras curativas. O Templo de Kom Ombo parece ser o único que ainda conserva as “Hat Ankh”, que podem ser vistas na sua parte final, em número de sete. 
Também, no templo de Esna existe uma invocação ao Deus Knum, gravada nas colunas da sala hipóstila, que comprova ter existido as “Hat Ankh”: “Como é bela a tua face, quando estás na “Hat Ankh” curando os doentes e libertando do mal aqueles que te procuram.” A maioria dessas construções “Hat Ankh”, que se situavam atrás dos Templos, não existem mais, pois foram destruídas pelo tempo. 
O Templo de Dendera mantém vestígios dessas instalações e suas ruínas podem ser observadas do terraço, conforme estudos de Daumas, em 1957, que confirmou sua destinação como sanatórios de cura. 
Essas “Hat Ankh” egípcias foram as precursoras dos sanatórios de cura (Asclépias) que os gregos iriam fundar em seus bosques sagrados séculos mais tarde. Além das “Hat Ankh” existiam as Mamises, lugar de nascimento, na maioria dos templos, como ainda se observa no Templo de Hathor e de Isis. 
Segundo o Prof. Reuber Amber, autor do livro “Cromoterapia – A Cura através das Cores”, arqueólogos encontraram em alguns templos egípcios evidências de pequenas salas construídas com uma abertura no teto de modo a permitir a entrada do Sol para tratamento de saúde. Relata esse professor que os egípcios também utilizavam a água solarizada como remédio.



Tempos depois, é provável que o vidro colorido tenha sido usado em terapias assim como eram utilizadas as pedras preciosas e semipreciosas. Sabe-se que o vidrado era conhecido no Egito desde o Antigo Império, e que a primeira fábrica de vidro foi instalada em meados da XVIII Dinastia, chegando a fabricar o vidro translúcido colorido.
Foi encontrada, entre as ruínas da cidade de Akhetaton, uma fábrica de vidro e diversos objetos de vidro trabalhado, entre eles o peixe colorido que se encontra no Museu de Londres, a taça de vidro amarelo no Museu de N. York, e a ânfora azul que se encontra no Museu do Cairo. 
A Medicina, no antigo Egito, era exercida pelos sacerdotes-médicos, designados pelo termo “SWNW”, representado por uma seta (ou uma lanceta), tendo abaixo um pote ou tigela (como representação do remédio) e ao lado um homem sentado, determinativo masculino. Para a médica o determinativo era representado pela parte superior da circunferência, equivalente à consoante “T”.
No Antigo Império existiu uma médica, de nome “PESESHET”, que tinha o cargo de médica-chefe ou diretora de médicos. Esse título está escrito em uma estela encontrada na mastaba de Akhet-hetep, em Gizé, o qual era filho de Peseshet e foi superior dos sacerdotes do KA da mãe do Rei. 
No Antigo Egito, a mulher egípcia tinha todas as condições de exercer os mais elevados cargos, ocupando posição de destaque, se comparar com a situação da mulher em outras civilizações. O médico era um iniciado na magia de Sekemet e na ciência de Thot. Esclarecemos que o termo “magia” significava o conhecimento das forças vitais.



DIAGNÓSTICO PRECOCE DA GRAVIDEZ E A DETERMINAÇÃO ANTECIPADA DO SEXO DA CRIANÇA



Dr Geraldo Rosa Lopes







Os antigos egípcios já conheciam e empregavam métodos que determinavam a existência de uma gravidez e o sexo da criança a nascer. Um dos testes orientava que a mulher urinasse, durante alguns dias e de forma alternada, em duas bolsas de couro, nas quais havia terra com grãos de trigo, numa delas, e grãos de cevada, na outra. 
Aguardavam alguns dias para no final observarem se havia germinação: se germinasse a cevada, nasceria uma menina e, se germinasse o trigo, nasceria um menino. Se não houvesse germinação, não existiria gravidez. As pesquisas modernas em Paleopatologia, realizadas em centros de excelência, confirmam a validade desse teste, havendo, inclusive, vasta bibliografia a respeito. 
Do ponto de vista fisiológico, sabe-se que a urina da mulher grávida contém hormônios secretados pelo lobo anterior da Hipófise, as Gonadotrofinas Hipofisárias: Foliculina e Pregnadiol, os quais podem atuar e acelerar a germinação de sementes. 
De resto, esse teste foi utilizado por vários povos da Antigüidade: árabes, hebreus, bizantinos e, até hoje, em certas regiões rurais da Índia, Egito, Oriente Médio, essa prática ainda persiste e é muito utilizada. Uma obra médica do século XVI, editada em Florença e de autoria de Petrus Bayrus, citado por Iversen, já fazia referência ao uso desse teste entre diversas culturas antigas. No século XVII, surgiu outra obra interessante que trata do assunto: No seu livro “Heilsame Dreckapothene”, o médico Franz Paulini descreve o método e confirma sua utilização na medicina de antigos povos. 
Bibliografia moderna: 
a) “Essai sur la Medecine Egyptienne de l’Epoque Pharaonique”, de Gustave Lefrébre – Paris, 1956. 
b) “Aegyptischer Papyrus”, de Wreszinski – Berlim, 1909. 
c) “Carlsberg Papyrus”, de Iversen, E. – Copenhague, 1939. 
d) “Papyrus of Kahoun”, de Kahoun – Londres, 1893. 
e) “The Petrie Papyrus, de Griffith – Lourdres, 1893. 
f) Papiros Médicos do Antigo Egito: - Papiros Médicos de Berlim – caps. 193 e 199. - Papiros Médicos de Carlsberg – cap. 28. - Papiro Ginecológico de Kahoun – caps. 19, 26 e 32. 
g) Cahiers du “Cercle d’Études Egyptiennes” – Geraldo Rosa Lopes.


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HIPÓCRATES – SEU “JURAMENTO” E SUA OBRA.



Dr Geraldo Rosa Lopes



Consagrado como o “Pai da Medicina”, o grande sábio grego nasceu na ilha de Cós, por volta do ano 460 a.C., e faleceu no ano de 370 a.C., em Larissa, na Tesália. Estudou a “arte de curar” em sua terra natal e no templo sagrado de Cnidos. 
Aprendeu Filosofia, Moral e Ética com Demócrito de Abdera e foi citado por Platão em suas obras “Fedra” e “Protágoras Aristóteles chamava-o de “O Grande” e, para Galeno foi o organizador da ciência médica, seu legislador, o médico ideal em pureza e santidade. Aos 19 anos de idade viaja ao Egito, onde permanece por três anos, tendo sido bem recebido pelos grandes sacerdotes que o iniciam nos estudos médicos (!) – na mitologia, na religião, nos mistérios de Isis e nos preceitos da deusa Maat. 
Entra em contato com os ensinamentos do sábio Imhotep, cujos textos lê e estuda, sob a supervisão dos próprios sacerdotes egípcios. Deixou vários trabalhos importantes, compilados no chamado “método hipocrático”, no qual abandona os métodos empíricos, eliminando seus aspectos mágico-religiosos e sobrenaturais, e instituindo as bases científicas, racionais e experimentais da Medicina convencional. 
No “método hipocrático”, o grande mestre dá ênfase ao exame criterioso do doente, à correta interpretação dos sintomas e o uso de medicamentos éticos no seu cuidado com o doente. Sua obra foi compilada no “Corpus Hippocraticum” – também conhecida como “Sentenças Ckinidanas”, - por Crissipo de Chipre, Eurifon de Cnidos e Proxágoras de Cós. Os trabalhos de Hipócrates tiveram grande influência na Escola de Alexandria, divulgados que foram por Herófilo, Sorano de Efeso, Erasustrato e, mais tarde, por Galeno e nos “Cânones”, de Avicena. Como é natural, sua obra também recebeu grande afluxo de ensinamentos originários de Imhotep e, séculos mais tarde, dos conceitos da Escola Pitagórica, com Pitágoras de Samos. Seu famoso “juramento” começa a ser citado em escritos romanos no século I d.C., porém, somente a partir do século XIII passa a fazer parte de um compromisso moral e ético da profissão médica. Inicialmente, começava como exortação a divindades da mitologia grega, que tinham as correspondentes egípcias: 
“Eu juro por Apolo (Hórus), médico, por Asclépio (Imhotep), Hygéia e Panacéia e por todos os deuses e deusas, tomando-os por testemunhas, que cumprirei, de acordo com minhas habilidades e juízo, este juramento...” Todavia, sob a influência da religião judaico-cristã, cujos textos sagrados não admitiam “juramentos” – (Matheus – 5:34) e, em conseqüência, foram modificados, tendo sido retirados os nomes pagãos e substituídos pelo santo nome de Cristo e de santos cristãos. Entretanto, não podemos esquecer que o “juramento” tem sido respeitado e aceito ao longo de todos esses séculos como uma extraordinária coletânea de preceitos deondoutológicos, morais, de pureza e dignidade, sempre orientando os médicos no sentido de se conduzirem na sociedade com um comportamento irrepreensível.


BIBLIOGRAFIA
1) “The Egyptian Mysteries” By Arthur Versluis – 1988 
2) “The Passion of Isis and Osiris” By Jean Houston – 1995 
3) “Egyptian Mythology” New York – 1958 
4) “The Golden Ass” Lúcio Apuleio – 1961 (Tradução de Robert Graves) 
5) “The Gods of the s” (2 vols.) by Wallis EJ. A. Budge New York – 1969 
6) “The Medicina and Man” by Ritchie Calder 
7) Coleção “Egitomania” Editora Planeta do Brasil Ltda. – São Paulo, 2001 
8) Apostilas – Cátedra de História da Medicina – Faculdade de Ciências Médicas – Rio de Janeiro (antiga Universidade do Est. da Guanabara)




IMHOTEP





O homem responsável pela construção da primeira pirâmide do Egito, a pirâmide de degraus de Djoser, seu projetista e coordenador de todos os trabalhos, foi Imhotep (I-em-htp em egípcio), arquiteto genial, médico, sacerdote, mágico, escritor e primeiro ministro daquele faraó. Infelizmente, poucas informações chegaram até nós sobre essa misteriosa personalidade histórica, mas seu legado foi inesquecível. 
Prova disso está no fato de que sua vida foi celebrada por três mil anos, desde a época da construção da pirâmide de degraus até o período greco-romano, o que, historicamente, ocorreu com poucos homens. 
Durante toda a história egípcia, a era de Imhotep foi considerada como uma época de grande sabedoria. Ele foi o primeiro grande herói nacional do Egito. Era tido em tão alta consideração pelos egípcios como médico e sábio que, 23 séculos após sua morte, acabou sendo deificado como deus tutelar da medicina. 
Os gregos, por sua vez, deram-lhe o nome de Imuthes e identificaram-no com Asclépio, filho de Apolo, o Esculápio dos romanos, deus da ciência médica. Ele também era considerado pelos egípcios como o maior dos escribas e escreveu tratados de medicina e de astronomia e uma obra de provérbios que, infelizmente, não foi encontrada pelos arqueólogos. 
Quando se tornou lendário, os escribas lhe prestavam homenagem derrubando algumas gotas de seu godé em honra do antigo escrevente antes de começarem seu trabalho. 
Durante o reinado de Djoser ocupou a segunda posição na hierarquia faraônica e na base da estátua daquele rei, encontrada em sua pirâmide, o nome e títulos de Imhotep aparecem no mesmo lugar de honra que os do faraó. Os seus títulos eram muitos: Chanceler do Faraó do Baixo Egito, Primeiro após o Faraó do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Médico, Nobre Hereditário, Sumo Sacerdote de Anu (On ou Heliópolis), Arquiteto-Chefe do Faraó Djoser, Escultor e Fabricante de Recipientes de Pedra. 
No Período Tardio lhe era prestado um culto em uma das capelas do complexo de Saqqara, local para onde afluíam os coxos de todo o país em busca de cura. A tradição diz que Imhotep era filho de uma mulher chamada Khreduankh e do deus Ptah. 
Seus pais deviam ser membros da aristocracia, como indica o título de Nobre Hereditário. Provavelmente foi educado por um escriba a partir dos 12 anos e teria começado sua carreira ainda jovem. Deve ter ingressado na vida sacerdotal, sendo que a função de Sumo Sacerdote de Heliópolis só podia ser ocupada após extensa educação nas artes e nas ciências. 
A grande engenhosidade e perícia desse homem consistiu em incorporar a um monumento de pedra todos os métodos artísticos e de engenharia que durante décadas haviam sido aplicados a construções de madeira, feixes de caniços e talos e tijolos de limo secos ao sol, obtendo como resultado final um extraordinário complexo funerário. 
As inovações introduzidas por Imhotep foram muitas: a coluna estriada e não estriada, os pórticos, os propileus, os pilares, os capitéis nas mais variadas formas, baixos-relevos cheios de realismo e de vida, obras de olaria envernizadas ou esmaltadas. Usando uma linha leve e elegante ergueu pequenos templos, edículas e pavilhões. A ele também se deve o hábito de orientar rigorosamente as pirâmides para o norte. Por tudo isso, ele tem sido considerado o gênio criador da arquitetura.

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PRIMÓRDIOS DA MEDICINA NO ANTIGO EGITO



Ondina Balzano




Papiro de Ebers



Um dos mais antigos registros de práticas religiosas e medicinais, documentado e decifrado, está no grande livro de textos sagrados do Egito antigo, em papiro, que dedica os seis últimos de 42 livros, à “Arte de Curar”, criação atribuída ao Deus Thot, “Mestre da Palavra Divina”. Também a civilização egípcia nos legou o conhecimento de outras disciplinas tais como Aritmética, Arquitetura, Astronomia, Dança, Desenho, Escultura, Geometria, Ginástica, Música e Pintura que preenchiam os livros anteriores, cuja tradução foi possível a partir de 1822, quando Jean F.Champollion decifrou os hieróglifos. 
Por volta do ano 3000 a.C. foi escrito um verdadeiro tratado sobre anatomia humana por Sekhem-Athotis, Faraó da I Dinastia. Logo após, na III Dinastia o sacerdote Imhotep funda a primeira escola de Medicina da Humanidade no grande templo do Deus Ptah, época em que se aprimoraram as técnicas de mumificação e embalsamamento, com registro em papiros que eram difundidos em outras escolas criadas a esse tempo. 
Esses ensinamentos foram sendo copiados, dando origem aos vários Papiros Médicos encontrados no Egito, dos quais citamos o Papiro de Georg Ebers, que é o melhor conservado e no qual constam 875 prescrições de tratamento de doenças, onde se inclui a Terapia das Cores com o uso de flores e pedras preciosas. 
Outro Papiro, denominado Edwin Smith, é considerado o mais importante de todos sobre Medicina e data de 1660 A.C. Esse documento é um verdadeiro tratado de cirurgia, anatomia, fraturas, luxações, terapêutica e rejuvenescimento, tendo sido denominado de “Papiro Cirúrgico” e de “Livro dos Ferimentos”. Foi traduzido e publicado em 1930, por James Breasted, e atualmente, encontra-se na Sociedade Histórica de Nova York, EUA.




Horus



Fundamentos da ciência médica racional, tais como hoje praticados, foram criados nestes centros para pesquisar doenças e tratamentos. A idéia de recriar os sintomas, desenvolvida pela Homeopatia e vacinas, já era utilizada através de flores, pedras preciosas e água solarizada nas mesmas cores que o corpo apresentava quando se manifestava determinada enfermidade. Essas escolas da Terra dos Faraós gozavam de enorme prestígio no mundo da época e eram freqüentadas por jovens vindos de diversos países vizinhos para o estudo da arte de curar, como foi o caso de Hipócrates que chegou ao Egito com dezenove anos de idade, onde permaneceu por três anos.
De retorno a Cós, sua cidade natal, funda a primeira escola de Medicina da Grécia. 
Devemos assinalar que o juramento original de Hipócrates (460 A.C.) começa pelos deuses egípcios da Medicina: HORUS, ou APOLO e IMHOTEP ou ASCLÉPIOS, prova suplementar de que o Egito foi considerado pelo próprio Hipócrates como o país fundador da ciência médica. Seu juramento começa assim: 
“Eu juro por APOLO (HORUS), médico, por ASCLÉPIO (IMHOTEP)...” O prestigio de Hipócrates, como Pai da Medicina, ocorreu antes da decifração dos hieróglifos e da descoberta dos papiros médicos. Mas, diz o Dr. Naguib Riad:
“Chegou o momento de revisar nossas instituições, a fim de dar a Paternidade da Medicina Universal a IMHOTEP.” A partir daí, os conhecimentos elaborados no antigo Egito ganharam o Mundo, chegando aos nossos dias nas mais variadas versões, mas que, de certa forma, preservaram o conteúdo principal da ciência que era chamada a “Arte de Curar”.



http://olhodehorus-egito.com.br/egito.htm#medicina



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A Medicina, no antigo Egito, era exercida pelos sacerdotes-médicos, designados pelo termo “SWNW”, representado por uma seta (ou uma lanceta), tendo abaixo um pote ou tigela (como representação do remédio) e ao lado um homem sentado, determinativo masculino. Para a médica o determinativo era representado pela parte superior da circunferência, equivalente à consoante “T”.

Essa parte acima significa que o sacerdote conhecia magia sexual superior.

A lanceta significa o órgão sexual masculino.

A tigela significa o órgão sexual feminino.

O "T" significa o trabalho da transmutação em cruz... Sem a cruz não se pode criar os CORPOS SOLARES... E Jesus disse: "Se a pessoa não nascer de novo... não conhecerá o reino dos céus".

Isso é claro, pois uma pessoa sem o "corpo astral cristo" não poderá se locomover livremente na 5ª dimensão superior, o astral superior ou também chamado primeiro céu.

Horus é o Mestre de Mistérios Maiores que terminou o CAMINHO DE VOLTA AO PAI, ou seja, quando encarnou o Menino Cristo e então Ele é a própria "serpente emplumada", pois logo encarna ao Pai Interno. Por isso Ele aparece como uma águia e com a serpente em cima da cabeça. Ou seja, a águia simboliza o Pai Interno e a serpente significa que o Homem se transformou num Mestre que levantou as serpentes... ou ainda transmutou suas energias corretamente. Este Horus na verdade se transformou num Super Homem.

Não é o caso, é claro, deste Faraó da novela de TV... que não fez o TRABALHO que devia ter feito e por isso sofreu muito por não compreender Moisés.

Por último, isso significa que qualquer pessoa pode se tornar um Horus se encarnar a seu Cristo Interno e depois ao Pai Interno.

Muito bom o texto, mas deduzo que devemos despertar no astral, transmutar nossas energias, eliminar nossos defeitos e assim, qualquer pessoa poderá fazer o CAMINHO DE VOLTA AO PAI. Nesse CAMINHO a pessoa poderá aprender nos Templos dos mundos superiores todos estes assuntos em detalhe e muitíssimos outros mais... Mas aprender o real, e não pequenos resquícios de história toda truncada e com graves erros.

de coração

Ah... e a medicina daquela época era assessorada por grandes Mestres Cristificados com Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Ibis de Thoth. Também por Hipócrates. Estes Mestres eram de Mistérios maiores ou seja, terminaram O CAMINHO DE VOLTA AO PAI, obviamente se cristificando primeiro.

Então os Egípcios eram muito bem assessorados pois esses Deuses caminhavam por lá... Tinham seus corpos físicos ainda.

Hoje em dia um Mestre desses poderia ser perseguido e morto.

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