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Edite Spiess Stauffer deixou um comentário para Joao Marques
"Obrigada João, Espero que goste também, das minhas próximas matérias.Abraços, Paz e LUZ!"
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ALQUIMIA ESPIRITUAL: TRANSFORMAR A DOR EM EVOLUÇÃO

Os antigos alquimistas buscavam uma substância chamada "pedra filosofal" para transformar chumbo em ouro. Na alquimia…Ver mais...
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Joao Marques curtiu a postagem no blog SANTA SARA E O POVO CIGANO de Edite Spiess Stauffer
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OS QUATRO CAMINHOS SAGRADOS DA RODA DE CURA

 
 
Os Quatro Caminhos Sagrados da Roda de Cura
 
 
Conforme estudo da escritora do livro "O Caminho Quadruplo - Angeles Arreien" demostrou que, virtualmente, todas as tradições xamânicas recorrem ao poder dos quatro arquétipos para viver em harmonia e equilíbrio com o meio ambiente e a própria natureza interior: o Guerreiro, o Curador, o Visionário, o Mestre. Porque todos esses arquétipos se lastreiam nas raízes míticas mais profundas da humanidade, nós também podemos ter acesso à sua sabedoria. 
Quando aprendemos a viver esses arquétipos internamente, começaremos a recuperar a nós mesmos e ao nosso fragmentado universo.
Os quatro princípios a seguir, cada um baseado em um arquétipo, compõem o que ela chama de Caminho Quádruplo:
 
O Caminho do Guerreiro - Mostrar-se ou optar por estar presente. O estar presente nos permite ter acesso aos recursos humanos do poder, presença e comunicação.
 
O Caminho do Curador - Prestar atenção ao que ao que tem coração e significado . Prestar atenção abre-nos para os recursos humanos do amor, gratidão, respeito e valorização.
 
O Caminho do Visionário - Dizer a verdade, sem culpar nem julgar. A verdade que não julga mantém nossa autenticidade e desenvolve nossa visão e intuição interiores.
 
O Caminho do Mestre - Estar aberto para os resultados, não preso aos resultados. A abertura e o desapego nos ajudam a recobrar os recursos humanos da sabedoria e da objetividade.
 
A RODA DE CURA
 

A Roda da Cura, ou Elo Sagrado é um símbolo indígena que engloba todos os ciclos da vida e representa as lições pelas quais devemos passar para honrar nossa jornada na boa Estrada Vermelha da vida física.

Uma vez absorvida a lição de um determinado ciclo, a Roda terá que girar, ainda que a força da resistência nos faça desejar reter seu movimento.

Contudo, o significado profundo da Roda vai muito além da mudança.

A virada nos força a admitir que existe um movimento ordenado por trás de tudo, que nada escapa à Inteligência Divina.

Ainda que tenhamos dor, se entregarmos à esta Força Maior, o resultado será sempre um salto qualitativo da consciência, em sua ascensão à iluminação.

A imagem da roda, círculo, ponto ou mandala evoca, desde os primórdios da humanidade, a idéia arquetípica da ligação com a Unidade de Deus (holos) e configura a misteriosa e insofismável lei que atua silenciosamente dentro de nós, atraindo recursos, pessoas, circunstâncias ou ações compatíveis com o nível de aprendizado que precisamos obter.
Uma vez sintonizados com a Vontade de Deus, e isso só é possível através da entrega, veremos como os processos se sucederão num ciclo de expansão e contração, tão natural quanto o fluxo da nossa respiração.

Os índios da América Nativa sabiam “escutar” os Espíritos do Vento que anunciavam qual ciclo estaria prestes a se manifestar, indicando a direção do crescimento e o potencial a ser aflorado.

Os ventos do sul reverenciam o totem do coiote, que pede ao caminhante que resgate a leveza, a humildade e a alegria irreverente da criança interior.

Os ventos do oeste, cujo totem sagrado é a grande ursa, trazem a busca de introspecção, intuição, sensibilidade e espera, representados pelo potencial feminino.

Os ventos do norte reverenciam o búfalo branco, totem que simboliza a sabedoria e a força dos ancestrais

E os ventos do leste representam o portal da águia dourada, trazendo a clareza, inteligência e objetividade do pólo masculino.

Nossa trajetória individual passa, invariavelmente, por ciclos de transformações necessárias e difíceis.

Não necessariamente dolorosas, isto depende de nós mesmos.

Quanto mais realizarmos a entrega, menos sofrimento, pois é a resistência que oferecemos ao giro da roda que provoca estagnação do fluxo de energia, resultando em dor e adoecimento.

Sabemos, por lei da física, que forças contrárias se anulam, muitas vezes a vida impulsiona para um determinado movimento e a nossa mente individual resiste e insiste em outra direção, causando imobilização.

Este conflito de forças, que representa a luta entre o ego e o eu, só gera perda de energia e frustração.


É preciso resgatar o contato com nossa natureza interna, harmonizando-se com as forças da natureza externa, para reaprendermos a escutar os Espíritos do Vento, alinhando nossa pequena vontade à Vontade Suprema. Como diria Sri Daya Mata, “a sublime realização vem por meio da entrega”.



Este importante aprendizado chegou até mim como uma verdadeira revelação mística, própria daqueles momentos pilares em que, diante de uma ameaça real, nos chocamos com a onipotência do Grande Mistério.

Munida de minha peculiar bravura ariana, resolvi enfrentar um medo antigo de águas profundas, gerado por uma experiência infantil traumática.

O mar estava calmo e a maré convidava a um mergulho mais ousado, além da zona de segurança estabelecida por mim mesma (ou seja, poucos passos além da areia) .

Soltei meu corpo na água e as ondas foram levando... levando...

Sentia-me um ponto insignificante na imensidão do oceano, deixei as preocupações se diluírem na fluidez daquele embalo marítimo, dancei com sereias e ondinas em minha imaginação quando, por um estalo, abri os olhos e me dei conta de que as “bandeirinhas vermelhas” haviam ficado muito atrás.

A princípio, uma grande apreensão “e se eu não conseguir voltar”, quanto mais braçadas mais eu sentia que estava me debatendo em vão, e o medo foi crescendo “eu não vou conseguir voltar”, mais braçadas e mais cansaço, a posição era a mesma.

O pânico foi tomando conta “eu vou morrer aqui!”.

No ápice do desespero, lembrei-me de minha avó que dizia que o que não tem remédio, remediado está, resolvi então apreciar a paisagem.

O céu, completamente azul, era um panô turquesa cintilante, o sol dourado lançava suas espadas de ouro, refletidas no verde profundo das águas. “Até que é um dia bonito para morrer”, pensei.

E o pânico foi cedendo lugar a uma entrega confiante, assustadoramente serena, tudo estava em ordem, senti a paz de Deus reinar.

Só aí percebi que, se nadasse na diagonal estaria a favor do fluxo e o fluxo a meu favor.

Consegui sair num ponto bem afastado daquele que mirei inicialmente, contudo se tivesse ficado fixada nele provavelmente não estaria aqui, contando a história.

Naquele momento compreendi Caetano quando disse que “um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante, de uma estrela que virá numa velocidade estonteante, e pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante”.

Ele virá, virá que eu vi...


Texto: Patrícia Lucchesi

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