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Antigo Egito

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A história do Antigo Egito tem seu início por volta do ano 3.100 a.C., época da unificação do Alto e do Baixo Egito. E tem o seu final no ano 30 a.C. quando a rainha Cleópatra VII foi derrotada na Batalha de Ácio. Depois desta batalha o que chamamos de Antigo Egito tem o seu fim, pois o Egito se transformou em uma província romana.

Nestes três mil anos de história, o Antigo Egito nos revelou uma cultura ímpar, uma religião que ainda é estudada e praticada por muitos esotéricos, a crença na vida após a morte, a arquitetura com seus palácios, pirâmides, templos e cidades. Mas esta história ainda tem muito a ser entendida e descoberta. Arqueólogos de todo o mundo continuam a explorar este legado, pessoas de todo o mundo visitam as maravilhas do Antigo Egito, e o fascínio de estudiosos e pessoas leigas continua o mesmo. Bom, focaremos agora a história destes três mil anos. Voltamos agora no tempo, há mais de cinco mil anos atrás...

Unificação do Alto e do Baixo Egito. O começo de uma civilização histórica.

Ano: 3.100 a.C.

Como já dito, o Antigo Egito como conhecemos começou com a unificação do Alto e Baixo Egito. Engana-se se você pensou que foi tudo tranquilo. Esta unificação teve trabalho intenso dos líderes de ambos lados.

Narmer e os Faraós seguintes casavam-se com princesas do Baixo Egito, afim de mostrar a união entre os dois reinos. A intenção não era passar uma superioridade e sim mostrar que a unificação era possível, e que o Egito seria mais forte com a unificação, porém mesmo com todo esse esforço, a 1ª dinastia ficou longe de estar totalmente pacificada. O primeiro faraó da 2ª dinastia cujo nome de Hórus é Hetepsekhemui e significa “os dois poderes estão em paz”, reafirma o momento tumultuado que o fim da 1ª dinastia sofreu e mostra a vontade do Faraó em acalmar os ânimos da população.

Mesmo com o esforço de alguns em tentar soluções pacíficas houveram outros que fizeram frente as regiões. Peribsen, Faraó da 2ª dinastia, na tentativa de acabar com a rivalidade entre o Alto e o Baixo Egito ou indo contra esta ideia, em uma tentativa de mostrar o poder do Alto Egito (há muitas divergências dos estudiosos sobre a sua real intenção), escolheu o Deus Seth ao invés de Hórus, e nas representações de seu nome, usou o animal associado a Seth (deus do Alto Egito), abolindo totalmente o até então principal Deus Hórus. Vale aqui ressaltar que Hórus mesmo sendo o Deus do Baixo Egito, foi escolhido por Narmer como divindade, muito provavelmente afim de mostrar que realmente a unificação seria uma união entre ambos os lados.

O Faraó Khasekhemui foi o sucessor de Peribsen e pouco se sabe sobre a sua vida, mas foi o único faraó da história a ter os dois deuses Hórus e Seth em seu Serekh. Sendo essa, mais uma tentativa em mostrar ao povo a unificação.

Serekh é uma figura basicamente retangular que representava a fachada do palácio real e que, no seu interior, continha o(s) hieróglifo(s) do seu nome, e era encimado por um falcão hórico. Esta foto representa uma estela pertencente ao faraó Raneb da II dinastia, aproximadamente 2880 a.C., encontrando-se presentemente no Metropolitan Museum of Art, New York.

Depois da morte de Khasekhemui, o Deus Seth foi retirado de seus Serekhs, sendo Hórus novamente a divindade principal. Seth, de modo geral começava a ser visto como um Deus maligno, o que é explicado com a associação das inúmeras mortes necessárias para a unificação. Durando um longo período, a união entre o Baixo e o Alto Egito passou por uma instabilidade política na 7ª dinastia, onde diversos reis assumiram o poder em um espaço curto de tempo.

A História do Antigo Egito dividida em 31 dinastias:

Estudiosos dividiram os 3.000 anos de história do Antigo Egito em 31 dinastias (uma dinastia é formada por uma sucessão de governantes com laços de sangue).

A cronologia egípcia está em constante modificação devido as novas descobertas que são realizadas (tanto arqueológicas, como tecnológicas). Em alguns períodos, suas datas são aproximadas e com as publicações de grandes egiptólogos (vide referências), montamos a lista abaixo. Geralmente para realizar o cálculo dos anos, fontes antigas como a Lista Real de Abydos e o Papiro Real de Turim são de suma importância. A maioria dos nomes possuem mais de uma forma de escrita (transliterados, gregos...).

Todas as datas são a.C e a margem de erro é dentro de um século mais ou menos por volta de 3000 a.C e dentro de duas décadas cerca de 1300 a.C. As datas são precisas a partir de 664 a.C. (WILKINSON, 2010, p.09)

Assim seguiremos o nosso estudo geral sobre o Antigo Egito:

Primeira Dinastia do Antigo Egito:

Começou com a unificação do Alto Egito com o Baixo Egito. Formava-se, assim, um reino que ia da primeira catarata em Assuão até ao Delta do Nilo, ao longo deste rio.

Os registros históricos desta época são escassos, reduzindo-se a alguns monumentos e alguns objetos que ostentam o nome dos governantes. A chamada "paleta de Narmer" (fotos abaixo) é, sem dúvida, destes objetos, o mais importante e mais discutido. Uma das razões para esta falta de documentação deve-se ao fato da escrita estar, então, em desenvolvimento, não existindo na forma acabada, os hieróglifos que conhecemos hoje.

Grandes túmulos reais em Abidos, Naqada e Saqqara, juntamente com os cemitérios em Helouan, perto de Mênfis (Menphis), revelam estruturas construídas em grande parte de madeira e tijolo de adobe. A pedra era, parcamente, utilizada no revestimento de paredes e do chão. A pedra era aplicada essencialmente na manufatura de ornamentos, recipientes e estátuas.

A fundação de Menphis, primeira cidade real é atribuída a Narmer (Menés). Pouco se sabe sobre Narmer e seus descendentes, além de sua descendência divina e do desenvolvimento de um sistema social complexo.  Patrocinaram as artes e construíram muitos edifícios públicos. De Menphis, o terceiro e o quinto rei da Primeira Dinastia, que se estendeu de 3100 até 2890 a.C., se prepararam para conquistar o Sinai.  Durante a Primeira Dinastia a cultura se tornou incrivelmente refinada.

Cronologia da Primeira Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Narmer ou Menés.  Data: 3200 – 3150 a.C. Comentário: 1º Unificador do Baixo e do Alto Egito
  2. Nome do Faraó: Hor-Aha.  Data: 3150 – 3100 a.C.              
  3. Nome do Faraó: Djer.  Data: 3100 – 3055 a.C.              
  4. Nome do Faraó: Djet ou Uadji.  Data: 3055 – 3050 a.C.              
  5. Nome do Faraó: Merneith  Data: 3050 - 3045 a.C.  Comentário: Merineit, Merneit, Merneith ou MerytNeith ("Amada de Neith") foi possivelmente esposa do faraó Djet e mãe de Den. É considerada por alguns pesquisadores como a primeira rainha dirigente do Antigo Egito, durante a minoridade de seu filho Den. Encontrou-se uma rastro com seu nome num túmulo em Umm el Qaab em Abidos. Seu nome também foi encontrado num selo no túmulo T de Umm el Qaab, com as dos monarcas da I Dinastia. É possível que ali tenha sido sepultada, ainda que se acharam restos de sua mastaba em Saqqara. Em 1900, William Petrie descobriu o túmulo Merneith e, devido à sua natureza, acreditava que pertencia a um faraó até então desconhecido. O túmulo foi escavado e mostrou conter uma grande câmara subterrânea, revestida com tijolos de barro, com pelo menos 40 túmulos subsidiários.
  6. Nome do Faraó: Den ou Udimu.  Data: 3045 – 2995 a.C.  Comentário: Primeiro a usar o título de Rei do Alto e Baixo Egito
  7. Nome do Faraó: Anedjib ou Adjib.  Data: 2995 – 2969 a.C.              
  8. Nome do Faraó: Semerkhet.  Data: 2969 – 2960 a.C.              
  9. Nome do Faraó: Qa’a ou Kaa.  Data: 2960 – 2926 a.C. Comentário: Possuía uma tumba em Abydos. Provavelmente teve um longo governo.

Segunda Dinastia do Antigo Egito:

A Segunda dinastia de faraós do Egito pertence à Época Tinita. A Época Tinita ou Período Arcaico refere-se a um período da história do Egito Antigo que inclui as primeira e segunda dinastias (ditas tinitas), datando de cerca de 3100 a.C. (após o período pré-dinástico) até cerca de 2686 a.C., quando se inicia o Antigo Império.

De todas as dinastias, a história e cronologia da 2 ª Dinastia estão entre as mais difíceis de entender. Isto é causado pela falta de fontes coerentes, em si, provavelmente o resultado de uma situação política difícil.

Quanto aos nomes dos faraós, vários nomes só são encontrados ou no Baixo Egito, ou no Alto Egito, que poderia, talvez, significar que, pelo menos por algum tempo durante a Segunda Dinastia, o Egito foi dividido em dois reinos, como havia sido no passado, como vimos no início de nossa pesquisa.

O Horus Hotepsekhemwi ou Hotepsekhemui,  é geralmente aceito por egiptólogos como sendo o primeiro rei da Segunda Dinastia.

O nome do Hotepsekhemwi significa "os dois poderosos estão em paz", ficando a indicação de que este faraó conseguiu reunificar o Egito, após alguma turbulência ocorrida no final da Primeira Dinastia. Deve-se, no entanto, notar que o nome de Hotepsekhemwi foi encontrado na entrada do túmulo de Horus Qa'a, o último rei da Primeira Dinastia, não só uma indicação de que Hotepsekhemwi enterrou Qa'a e deve, portanto, ter sido o seu sucessor, mas também que ele tomou este nome na parte inicial de seu reinado. Isso parece contradizer que Hotepsekhemwi teria herdado um país dividido.

A sucessão dos três primeiros reis da Segunda Dinastia é encontrado na parte de trás do ombro direito da estátua de um sacerdote chamado Hotepdief como se segue: Hotepsekhemwi, Nebre e Ninetjer. Veja nas imagens:

A estátua de Hotepdief tem os nomes dos três primeiros reis da Segunda Dinastia em seu ombro. Da direita para a esquerda: Hotepsekhemwi, Nebre e Ninetjer.

Estes três reis tinham túmulos em Saqqara, a necrópole de Mênfis.

Algumas impressões de selos encontrados no túmulo do Hotepsekhemwi mencionando Nebre, levaram alguns pesquisadores a pensar que Nebre poderia ter usurpado o túmulo de seu antecessor. Contra isso, deve-se notar que a presença do nome de Nebre no túmulo de Hotepsekhemwi pode igualmente significar que Nebre enterrou seu antecessor ou que ele não tinha motivos para inspecioná-lo em algum lugar durante o seu reinado.

A mudança do cemitério real de Umm el-Qa'ab no Médio Egito, onde os reis da primeira Dinastia foram sepultados, para Saqqara, representa uma mudança importante na tradição, mas as fontes arqueológicas escassas não nos permitem compreender o seu significado político e religioso histórico. Este movimento foi, provavelmente, relacionada com a importância crescente de Memphis, embora não está claro o que era causa e o que é efeito.

Igualmente importantes são as mudanças no design dos túmulos reais e o fato de que a prática do sacrifício foi abandonada. Enquanto os túmulos da Primeira Dinastia foram mais uma coleção de quartos cortados no chão, os túmulos reais conhecidos do início da Segunda Dinastia consistia em longos corredores cavados no chão, com várias salas de armazenamento estreitos à esquerda e à direita deles. No final do corredor, situava-se a câmara funerária. Esta estrutura foi presumivelmente coberta com uma superestrutura de tijolos.

Durante o reinado de Hotepsekhemwi, uma forma primitiva do deus solar, chamado Netjer-akhti, que significa "o deus do horizonte" foi adorado. O nome do sucessor de Hotepsekhemwi, Nebre, que significa "Re (o sol) é o mestre", pode demonstrar o apoio da nova dinastia do deus solar, cujo culto estava centrado em Heliópolis, a nordeste de Memphis.

Há vários indícios de um colapso da autoridade central no final do reinado do terceiro rei desta dinastia, Ninetjer. Antes a ordem foi restabelecida sob uma única regra no final da dinastia, o país parece ter sido governado por uma série de reinados não totalmente aceitos, onde estes faraós poderiam ter governado apenas partes do país.

O sucessor imediato de Ninetjer é conhecido apenas por seu nome Nebti, “Weneg”. Este nome só foi encontrado em Saqqara, o que provavelmente significa que Weneg só detinha o poder sobre o norte do Egito.

O segundo nome mencionado após Ninetjer, Sened, não é conhecido através de quaisquer fontes contemporâneas. As mais antigas fontes conhecidas citam este nome são datadas da Quarta Dinastia. Uma das fontes, encontrada no túmulo de um homem chamado Sheri, refere-se a um culto mortuário para Sened em Saqqara.

A mesma fonte também sugere uma ligação entre o culto de Sened e de Peribsen, um rei da Segunda Dinastia, que só é atestada no sul do Egito. Isto poderia significar que Sened e Peribsen ou eram a mesma pessoa, ou que cada um deles governou uma parte do país, ao mesmo tempo e que a divisão do Egito naquela época era pacífica.

O nome Peribsen não foi encontrado fora do sul do Egito. Ele é o único rei conhecido cujo nome oficial refere-se ao deus Seth em vez de Horus. A mudança é significativa porque não representa apenas uma pausa de importação com o passado, mas também porque, na tradição religiosa posterior, os dois deuses eram, por vezes, considerados como adversários. Isso pode indicar uma mudança na ideologia real, ou ele pode ter sido o resultado da divisão do Egito em dois territórios.

Mesmo que Peribsen teve seu culto funerário em Saqqara, ao menos a partir da Quarta Dinastia, ele foi enterrado no cemitério real da Primeira Dinastia de Umm el-Qa'ab.

Um nome estreitamente relacionado com Peribsen é o de Sekhemib Hórus. Impressões de selos com este nome foram encontrados na entrada do túmulo de Peribsen. Como foi o caso com Hotepsekhemwi e Qa'a, isso provavelmente significa que Sekhemib viu com os últimos ritos de Peribsen, tornando-o o sucessor de Peribsen. Há, no entanto, muitos egiptólogos, que tendem a acreditar que Peribsen provavelmente reinou como Horus Sekhemib e depois, por razões desconhecidas, mudou seu nome para Seth Peribsen.

O último rei da Segunda Dinastia começou seu reinado como Horus Khasekhem. Porque este nome só é confirmado pelo Hierakonpolis, no sul do Egito, acreditava-se que Khasekhem só governou esta parte do país. Inscrições a partir de seu ponto de reinado para rebeliões e guerra contra um "inimigo do norte". Se este "inimigo do norte" podem ser tomadas para ser localizada no Egito, é possível que Khasekhem, durante a relação entre os dois reinos, havia tomado um rumo para a guerra.

A guerra de Khasekhem acabaria por voltar a unir o Egito sob um único reino, momento em que o Horus Khasekhem mudou seu nome para Horus, Seth Khasekhemwi. Este nome combina o tradicional com Horus Seth Peribsen. Como ambos Peribsen e Khasekhemwi tinha um túmulo em Umm el-Qa'ab, é muito improvável que Peribsen era o "inimigo do norte" que as inscrições se referem.

O nome de Khasehemwi é modelado após o nome do fundador da dinastia, Hotepsekhemwi e significa "os dois poderosos surgiram", para a qual a adição "os dois senhores estão em paz dentro de si" também sugere a re-unificação de uma dividido país. Isto é confirmado pelo fato de que o nome de Khasekhemwi foi encontrado em todo o país, o primeiro rei desde Ninetjer para quem este tem sido o caso.

Estátua de Khasekhemwi, achada no sul do Egito.

Cronologia da Segunda Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Hotepsekhemwi/ Hotepsekhemui.  Data: 2926 – 2888 a.C. Comentário: Em seu reinado deixa-se de usar as tabuletas epônimas da I Dinastia.
  2. Nome do Faraó: Raneb ou Nebré.  Data: 2887 – 2848 a.C. Comentário: Primeiro faraó a utilizar o nome Rá no nome.              
  3. Nome do Faraó: Ninetjer ou Neterimu.  Data: 2847 – 2800 a.C.   Comentário: No seu reinado ficou decidido que as mulheres poderiam exercer o poder real. 
  4. Nome do Faraó: Weneg.  Data: 2799 – 2792 a.C.  Comentário: Começam as crises dinásticas e lutas internas.             
  5. Nome do Faraó: Senedj.  Data: 2791 – 2781 a.C.   Comentário: O Egito volta a se dividir em nomos independentes.
  6. Nome do Faraó: Peribsen.  Data: 2753 – 2727 a.C.  Comentário: Utiliza em seu Serekh o animal que simboliza Seth.
  7. Nome do Faraó: Khasekhemui.  Data: 2714 – 2687 a.C.   Comentário: Sufoca outra rebelião de forma sangrenta. Consolidação definitiva da unificação egípcia.

Terceira Dinastia do Antigo Egito:

Junto com a Terceira Dinastia iniciou-se o chamado Império Antigo. O Império Antigo é um período de 500 anos que engloba a Terceira, Quarta, Quinta e Sexta Dinastias. Neste período ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides, destacamos as pirâmides de Djoser (Pirâmide de degraus), Seneferu (Pirâmide de Meidum, Pirâmide Romboidal e Pirâmide Vermelha), Quéops (Pirâmide de Quéops), Quéfren (Pirâmide de Quéfren e a Esfinge de Guizé) e Miquerinos (Pirâmide de Miquerinos).

Pirâmide de Djoser (também conhecida como a Pirâmide de Degraus)

 

Estátua do Faraó Djoser

Estátua do Faraó Huni

Relevo fragmentado de Sanakht, encontrado no Sinai. Ele mostra o rei, usando a Coroa Vermelha, na pose tradicional de matar um inimigo.

Pirâmide de Meidum, construída pelo Faraó Huni (o último da Terceira Dinastia).

A Terceira Dinastia é a primeira dinastia do Império Antigo, sua capital era a cidade de Menfis. É muito difícil nos dias de hoje, ter uma cronologia exata para o reinado dos seus faraós. Além disso, em relação especialmente ao Faraó Nebka (Sanakht) não está ainda claro que posição deve ocupar nesta dinastia, se primeira ou quarta; também não se sabe se seriam a mesma pessoa ou pessoas diferentes. Muitos egiptólogos contemporâneos acreditam que Djoser na realizada foi o primeiro e não o segundo rei dessa dinastia.

Cronologia da Terceira Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Sanakht ou Nebka.  Data: 2686 – 2667 a.C. Comentário: Restabelece a situação no país.
  2. Nome do Faraó: Djoser.  Data: 2667 – 2648 a.C. Comentário: Erige o primeiro grande complexo funerário, em pedra, com a Pirâmide Escalonada de Saqqara, projetada por seu vizir Imhotep.              
  3. Nome do Faraó: Sekhemkhet.  Data: 2648 – 2640 a.C.   Comentário: Inicia a construção de um novo complexo funerário em Saqqara. 
  4. Nome do Faraó: Khaba.  Data: 2640 – 2637 a.C.  Comentário: A ele se atribui a pirâmide estratificada inacabada em Zawyet el-Aryan.             
  5. Nome do Faraó: Huni.  Data: 2637 – 2613 a.C.   Comentário: Atribui-se a ele a construção da pirâmide de Meidum.

Quarta Dinastia do Antigo Egito:

A IV dinastia egípcia foi a segunda das quatro dinastias que formaram o Império Antigo. É caracterizada como uma " idade de ouro "do Império Antigo (neste período ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides). A IV dinastia durou do ano de 2613 a.C. a 2495 a.C. Foi um momento de paz e prosperidade no Egito, bem como está documentado o comércio com outros países.

Durante esta dinastia, as grandes pirâmides de Gizé foram construídas pelos seus mais notáveis reis, Khufu (Quéops), Kafre (ou Quéfren) e Menkara (Miquerinos). A maior de todas, a de Quéops, mede cerca de 146 metros de altura.

As três grandes pirâmides de Gizé.

Por dentro da grande pirâmide de Quéops.

Faraó Quéops.

Cronologia da Quarta Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Seneferu ou Snefru.  Data: 2613 – 2589 a.C. Comentário: Era pai de Quéops. Constrói as grandes pirâmides de Dashur, termina a de Meidum e várias menores. Expedições bélicas contra a Núbia e a Líbia.
  2. Nome do Faraó: Queóps ou Khufu.  Data: 2589 – 2566 a.C. Comentário: A ele é creditado a construção da Grande Pirâmide de Gizé e do complexo funerário anexo.              
  3. Nome do Faraó: Djedefre ou Redjedef.  Data: 2566 – 2558 a.C.   Comentário: Atribuem-no a pirâmide inacabada de Abu Roash. Primeiro faraó da dinastia a usar Rá em seu nome.             
  4. Nome do Faraó: Quéfren ou Khaf-re.  Data: 2558 – 2532 a.C.   Comentário: Construiu a segunda maior Pirâmide e a esfinge de Gizé.
  5. Nome do Faraó: Baka ou Bikare.  Data: 2532 – 2528 a.C.  Comentário: Filho mais velho de Djedefre. Atribuem-no uma pirâmide inacabada em Zawyet el-Aryan.
  6. Nome do Faraó: Miquerinos ou Menkauré.  Data: 2528 – 2500 a.C.   Comentário: Atribuem-no o complexo funerário e a terceira pirâmide de Gizé. Cresce o poder e a influência do clero de Rá.
  7. Nome do Faraó: Chepseskaf.   Data: 2500 - 2495 a.C.   Comentário: Conflito com os sacerdotes de Rá. Abandonam-se os símbolos solares funerários. Grande mastaba no sul de Saqqara. 

Quinta Dinastia do Antigo Egito:

A Quinta dinastia de faraós do Egito foi a terceira das quatro dinastias que formaram o Império Antigo. No Império Antigo do Antigo Egito ocorreu um incrível avanço nas artes, tecnologia e arquitetura egípcia. Neste período de 500 anos é que surgiram as primeiras pirâmides. A quinta dinastia faraônica foi um período turbulento. Existem vários indícios de inquietação de natureza religiosa, política e econômica.

A nobreza começava a ameaçar a hegemonia monárquica. Antes da Quinta Dinastia o faraó era considerado Deus, porém agora, ainda deus, era considerado filho encarnado de Rá, o deus sol e a mais importante divindade egípcia. Cada vez que Rá e seus sacerdotes subiam de importância, o poder do "rei-deus" diminuía. Depois vieram os problemas econômicos, pois o Egito pagou alto preço para a construção das pirâmides, sendo também oneroso mantê-las.

Faraó Userkaf

Faraó Neferefré

Estátuas de faraós da 5ª Dinastia. Local: Museu do Louvre

Cronologia da Quinta Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Userkaf.  Data: 2493 – 2486 a.C. Comentário: Chegou ao poder com a ajuda dos sacerdotes de Heliópolis, e ordenou doar muitas terras e bens ao clero. Primeiro faraó a erigir um templo solar. Primeiras relações com os povos do Egeu.
  2. Nome do Faraó: Sahura ou Sahure.  Data: 2486 – 2474 a.C. Comentário: Manteve uma ativa relação comercial e diplomática com o Oriente Próximo.   
  3. Nome do Faraó: Neferirkaré.  Data: 2474 – 2454 a.C.   Comentário: Patrocinou, de forma excludente, o culto solar.             
  4. Nome do Faraó: Chepseskaré.  Data: 2454 – 2447 a.C.   Comentário: Parece não existir vínculos familiares entre ele e o resto da dinastia.
  5. Nome do Faraó: Neferefré ou Raneferef.  Data: 2447 – 2444 a.C. Comentário: Inicia a colonização do Sinai e da Baixa Núbia.
  6. Nome do Faraó: Niuserré ou Nyuserre Ini.  Data: 2444 – 2420 a.C.   Comentário: O culto solar alcança seu clímax.
  7. Nome do Faraó: Menkauhor.   Data: 2420 - 2413 a.C.   Comentário: Descentralização administrativa. 
  8. Nome do Faraó: Djedkara Isesi ou Djedkaré Isesi.  Data: 2413 - 2374 a.C.   Comentário: Criou o cargo de vizir do Sul para o Alto Egito. Composição das Máximas de Ptahotep.
  9. Nome do Faraó: Unas ou Wenis.  Data: 2374 - 2344 a.C.   Comentário: Surgem os Textos das Pirâmides. Prosseguiu a política de relações com Biblos e Kush.

Sexta Dinastia do Antigo Egito:

A VI dinastia egípcia é a última dinastia do Império Antigo, precedendo um período de decadência política e social a que se denomina Primeiro Período Intermediário. Durante a sexta dinastia a capital do Egito continuou sendo a cidade de Mênfis.

A cronologia da VI dinastia varia de acordo com os pesquisadores. Josep Padró situa-a entre 2345 e 2173 a.C.; Jürgen von Beckerath entre 2322 e 2191 e Jaromir Malek entre 2311 e 2140.

De uma forma geral, considera-se que a VI dinastia teve sete reis, entre eles uma mulher, a rainha Nitócris. No que diz respeito a estes monarcas, todos estão atestados por evidências arqueológicas, com exceção de Merenrê II e Nitócris que apenas são referidos nas listas reais.

O primeiro rei da VI dinastia foi Teti, cuja esposa, Iput, seria uma filha do último rei da V dinastia, Unas. Um dos reis mais importantes desta dinastia, Pepi II, teve um dos reinados mais longos da história do Antigo Egito, 94 anos.

Foi precisamente durante o reinado de Pepi II que se verificou um processo de desagregação do poder real que já se tinha manifestado na época da V dinastia. Os cargos de alto funcionário passaram a ser transmitidos de forma hereditária em vez de ser o rei a nomear esses funcionários. Os nomarcas (governadores dos nomos, ou seja, províncias) tornaram-se senhores absolutos das suas regiões, tomando título reservados à administração central, como o de vizir. Ao mesmo tempo alguns templos adquiriram um estatuto de imunidade graças ao qual se libertavam da obediência à administração central e ao pagamento de impostos. Outro fator que se julga ter contribuído para a decadência do Egito foi a mudança climática.

 

Arte e arquitetura:

A nível da arte e da cultura mantém-se os mesmos padrões da dinastia precedente. Os reis continuaram a tradição de mandar construir pirâmides para servirem como os seus túmulos (embora numa dimensão inferior às da IV dinastia, época de glória da construção piramidal) enquadradas num complexo funerário onde se incluíam o templo do vale e o templo funerário. A necrópole escolhida pela maioria dos reis da VI dinastia foi Saqqara. A construção de templos solares, realizada pelos reis da V dinastia, não foi continuada.

 

Economia:

Os contatos comerciais do Egito com regiões como Biblos e o Punt, de onde vinham produtos exóticos, permaneceram ativos. A exploração mineira também continuou, nomeadamente as minas de cobre e turquesa de Uadi Maghara, no Sinai (reinados de Djedkaré Isesi, Pepi I e Pepi II), bem como a exploração do alabastro em Hatnub (reinados de Teti, Pepi I e Pepi II). Aprofundou-se penetração egípcia na Núbia, tendo os principados da região de Dongola caído sob influência egípcia. É a partir da VI dinastia que se começam a empregar Núbios como mercenários no exército e nos corpos de vigilância fronteiriços.

Faraó Pepi I

Estatueta de Pepi II no colo de sua mãe Ankhnesmeriré II. Local: Museu do Brooklyn.

Cidade de Saqqara. 

Antiga cidade de Mênfis.

Cronologia da Sexta Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Teti.  Data: 2344 – 2323 a.C. Comentário: Continuou a política de seus antecessores. Os monarcas adquirem prerrogativas próprias do faraó.
  2. Nome do Faraó: Userkaré.  Data: 2323 – 2321 a.C. Comentário: Possível usurpador.   
  3. Nome do Faraó: Pepi I.  Data: 2321 – 2287 a.C.   Comentário: Soberano enérgico e empreendedor, último grande rei do Antigo Reino, eficaz guerreiro e construtor.             
  4. Nome do Faraó: Merenrê I.  Data: 2287 – 2278 a.C.   Comentário: Continua a política expansionista na Núbia e realiza expedições ao Punt.
  5. Nome do Faraó: Pepi II.  Data: 2278 – 2184 a.C.  Comentário: Seu longo reinado, o maior da história egípcia, provocou a decadência do poder real e a ascensão dos monarcas.
  6. Nome do Faraó: Merenrê II.  Data: 2184 – 2184 a.C.   Comentário: O culto solar alcança o seu clímax.
  7. Nome do Faraó: Nitekreti ou Nitócris.   Data: 2184 - 2182 a.C.   Comentário: Primeira mulher-faraó conhecida nas listas reais, descrita como a mais bela e nobre da época. Sua existência ainda é incerta.

Sétima Dinastia do Antigo Egito:

Esta Dinastia assim como a próxima, possuem poucas informações, tanto que o que reina mesmo nesta época no Antigo Egito era a incerteza.

A VII dinastia egípcia é a primeira do período denominado "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época em que o poder do Egito estava descentralizado.

Esta dinastia juntamente com a VIII teve diversos faraós efêmeros durante um período de grande caos na administração geral daquele país. A maioria dos governantes conhecidos desta época chegaram ao nosso tempo através do Papiro de Turim e da Lista Real de Abidos.

Símbolo de Netjerkare (primeiro faraó desta dinastia)

Símbolo de Menkare (segundo faraó desta dinastia)

Cronologia da Sétima Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Netjerkare ou Netjerikare.  Data: ?? a.C. Comentário: Consta na Lista Real de Abydos*.
  2. Nome do Faraó: Menkare.  Data: ?? a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.   
  3. Nome do Faraó: Neferkare II.  Data: ?? a.C.   Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.             
  4. Nome do Faraó: Neferkare III Neby I.  Data: ?? a.C. Comentário: Possivelmente filho de Pepi II (VI Dinastia) e da rainha Ankhesenpepi II.
  5. Nome do Faraó: Djedkare Shemai.  Data: ?? a.C.  Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
  6. Nome do Faraó: Neferkare IV Khendu.  Data: ?? a.C.   Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
  7. Nome do Faraó: Merenhor.  Data: ?? a.C.
  8. Nome do Faraó: Neferkamin I.  Data: ?? a.C.
  9. Nome do Faraó: Nykare I. Data: ?? a.C.  Comentário: Consta na Lista Real de Abydos.
  10. Nome do Faraó: Neferkare V Tereru.  Data: ?? a.C.  Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
  11. Nome do Faraó: Neferkahor. Data: ?? a.C.  Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.

*O que é a Lista Real de Abydos (Abidos) ??

Lista Real de Abido é a designação dada a uma lista existente numa parede de um corredor do templo de Seti I em Abidos, na qual foram gravados 76 nomes de faraós que governaram o Antigo Egipto. A lista inicia-se com Menés e termina no próprio Seti I.

Foi descoberta em 1864 por Augusto Mariette. Através desta lista Seti I pretendia homanagear os seus antepassados. É possível ver o faraó, acompanhado pelo seu filho Ramsés II, a realizar oferendas às cartelas onde se encontram gravados os nomes dos faraós. Veja a foto abaixo!

Oitava Dinastia do Antigo Egito:

A VIII dinastia do Antigo Egito está inserida no período chamado "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época de incertezas e mudanças, em que o poder do Egito estava descentralizado.

Esta dinastia assim como a anterior (sétima dinastia) teve diversos faraós efêmeros durante um período de grande caos no governo de forma geral. A maioria dos faraós desta época são conhecidos por nós por causa do Papiro de Turim*(Turim Canon) e através da Lista Real de Abydos.

Cronologia da Oitava Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Neferkare VI Papiseneb.  Data: 2165 a.C. à 2161 a.C. Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos e no Cânon de Turim.
  2. Nome do Faraó: Neferkamin II Anu.  Data: 2161 a.C. à 2159 a.C.  Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos e no Cânon de Turim.   
  3. Nome do Faraó: Qakare Ibi.  Data: 2159 a.C. à 2155 a.C.  Comentário: Mencionado na Lista Real de Abidos, no Cânon de Turim e em grafitos na Núbia. Foi enterrado em Saqqara.             
  4. Nome do Faraó: Neferkaure.  Data: 2155 a.C. à 2154 a.C.   Comentário: Mencionado na Lista real de Abydos.
  5. Nome do Faraó: Neferkauhor Khwiwihepu.  Data: 2154 a.C. à 2153 a.C. Comentário: A filha mais velha do rei se casa com o vizir do Alto Egito, chamado Shemai.
  6. Nome do Faraó: Neferirkare II.  Data: 2153 a.C. à 2152 a.C.  Comentário: Mencionado na Lista Real de Abydos.
  7. Nome do Faraó: Sekhemkare. Data: 2152 a.C. à ?? a.C.   Comentário: Mencionado no Papiro Berlin 10523.
  8. Nome do Faraó: Wadjikare II.  Data: ?? a.C.  Comentário: É cultuado pelo povo após a sua morte.
  9. Nome do Faraó: Iti. Data: ?? a.C. 
  10. Nome do Faraó: Imhotep.   Data: ?? a.C.
  11. Nome do Faraó: Hotep.  Data: ?? a.C.
  12. Nome do Faraó: Khwi.  Data: ?? a.C.  Comentário: Governante local no centro do Egito.
  13. Nome do Faraó: Isu.  Data: ?? a.C.  Comentário: Nome mencionado em um grafito.
  14. Nome do Faraó: Iitjenu.  Data: ?? a.C.

* O que é o Papiro de Turim?

O Papiro de Turim ou Cânone Real de Turim, também conhecido como Lista de Reis de Turim ou Papiro Real de Turim, é um papiro com textos em escrita hierática, custodiado no Museu Egípcio de Turim, ao qual deve o seu nome.
O texto está datado na época de Ramsés II (embora possa ter sido escrito posteriormente) e menciona os nomes dos faraós que reinaram no Antigo Egito, precedidos pelos deuses que "governaram" antes da época faraónica.
O papiro, de dimensão 170 cm por 41 cm, consta de uns 160 fragmentos, a maioria muito pequenos, faltando muitos pedaços.

O texto:

O papiro contém de um lado uma lista de nomes de pessoas e instituições, no que parece ser una estimação de tributos. No entanto, é o outro lado do papiro que suscitou a maior atenção, pois contém uma lista de deuses, semideuses, espíritos, reis míticos e humanos que governaram o Egito, presumivelmente desde o principio dos tempos até à época de composição deste inestimável documento.
O principio e o final da lista perderam-se, o que significa que não temos a introdução da lista (se houve tal introdução) e a relação dos reis que houve depois da XVII dinastia.
O papiro cita nomes de governantes, agrupando-os por vezes e dá a duração do governo de alguns destes grupos, que correspondem, em geral, ao resumo das dinastias de Manetão. Mostra ainda em anos, meses e dias a duração do reinado de muitos faraós.
Tem ainda os nomes de governantes efémeros, ou mandatários de pequenos territórios, que apenas se conhecem aqui, pois geralmente estão omitidos noutros documentos. A lista inclui os governantes Hicsos, normalmente excluídos de outras listas de reis, e embora os seus nomes não estejam escritos dentro de um cartucho, juntou-se o texto hieroglífico Heqa Jasut para indicar que eram governantes estrangeiros.

Veja foto: 

Nona Dinastia do Antigo Egito:

A nona (IX) dinastia do Antigo Egito, assim a anterior, está inserida no confuso período denominado "Primeiro Período Intermediário". Devido aos poucos conhecimentos que dispomos desta época, alguns estudiosos acreditam que algumas dinastias (a nona, décima e décima primeira) estavam sendo governadas ao mesmo tempo, enquanto outros dizem que isso é um engano.

Esta e a décima dinastia são também conhecidas por dinastias heracleopolitanas, pois tiveram como capital a cidade de Heracleópolis.

Os faraós inventaram o Hockey ?

Cronologia da Nona (IX) Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Kheti I , ou Aktoés.  Data: ?? a.C. Comentário: Fixou residência em Heracleópolis
  2. Nome do Faraó: Merikare I.  Data: ?? a.C.   
  3. Nome do Faraó: Neferkare VII.  Data: ?? a.C.             
  4. Nome do Faraó: Kheti II.  Data: ?? a.C. 
  5. Nome do Faraó: Kheti III.  Data: ?? a.C.  Comentário: A filha mais velha do rei se casa com o vizir do Alto Egito, chamado Shemai.
  6. Nome do Faraó: Kheti IV.  Data: ?? a.C. 

Décima Dinastia do Antigo Egito:

Na Nona e na Décima Dinastia, durante um período de tempo, líderes começaram a dominar em várias regiões.

Destaque para o Faraó Kheti vindo da cidade de Herakleopolis que durante um certo tempo governou o Egito. Segundo alguns egiptólogos, nessa época o Egito foi novamente dividido em dois: o Sul tinha como centro político Tebas e o Norte a cidade de Herakleopolis.

A décima dinastia do Antigo Egito está inserida no período "Primeiro Período Intermediário", que foi uma época em que o Egito estava dividido, e segundo alguns especialistas, sendo governado ao mesmo tempo pelas IX, X e XI dinastias.
Os faraós da IX e X dinastias confundem-se e não se sabe ao certo qual faraó pertence a qual dinastia.

Cronologia da Décima Dinastia em ordem cronológica:

  1. Nome do Faraó: Kheti V.  Data: ?? a.C. 
  2. Nome do Faraó: Kheti VI.  Data: ?? a.C.    
  3. Nome do Faraó: Kheti VII.  Data: ?? a.C.              
  4. Nome do Faraó: Merikare II.  Data: ?? a.C. 

XI - Décima Primeira Dinastia do Antigo Egito:

A Décima Primeira Dinastia do Antigo Egito engloba o fim do Primeiro Período Intermediário e o começo do Império Médio. Segundo BAINES (2004), alguns faraós governaram por TEBAS na divisão e outros governaram o Egito já re-unificado.

Nesta Dinastia a ordem e organização administrativa começam a se normalizar com a reunificação do Egito. Mas sempre leve em consideração que as datas, nomes e quantidade de faraós divergem de um egiptólogo a outro. Lembre-se, as datas são precisas a partir de 664 a.C.

OBSERVAÇÃO: A pesquisa do Ignotus sobre as civilizações antigas está em andamento, estaremos atualizando periodicamente as informações até o seu término. Portanto, aqui cabe aquela célebre frase de vendedor feliz: volte sempre!

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Comentário de Maria Izabel de Castro em 10 outubro 2014 às 20:39

E x c e l e n t e !!!!  Adoro o Egito e sua história . Esse site é maravilhoso! Gostaria , se possível ,  de ver algo sobre "AKENATHON"(não sei ao certo como se escreve). Ele instituiu a crença em um DEUS único.

Comentário de ANA MOURA em 13 setembro 2014 às 17:15

Eu é quem tem que agradecer Edson. Aprendo MUITO com vocês ! Obrigada por me acolherem na página. Abraço-te fraternalmente.

Comentário de Edson Luiz Pocahi em 12 setembro 2014 às 23:54

Ana Moura, suas palavras são o combustível para continuarmos o trabalho! Obrigado! Todo dia o nosso intuito é melhorar!

Comentário de ANA MOURA em 12 setembro 2014 às 18:00

ADOREI ISSO !!! AMO TUDO RELACIONADO AO EGITO !!!

Não imaginam o quanto gosto deste site ...

Muito obrigada !

Comentário de Silvia Maria Helena Leal Cardoso em 7 outubro 2013 às 17:44

gostaria de saber se há realmente  uma ligação entre maçonaria e o antigo Egito, ou seria apenas lendas como o assassinato do mestre Hiuram  Abiff.

Li recentemente que "A lenda de Hiram Abiff está intrinsecamente ligada às origens do Templarismo Germânico. "Alguns deste manuscritos do século XVII preservando as 'Old Charges não se referem a Hiram Abif, o que levou alguns a crer que esta personagem seria uma invenção de um período mais recente..."

Se alguém puder me esclarecer ficaria muito grata.

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