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Síndrome do Pânico

Também conhecido como transtorno do pânico, a síndrome do pânico é uma condição mental psiquiátrica que tem a capacidade de…Ver mais...
23 horas atrás

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Entrevista com Alessandro Viana Vieira de Paula

Juiz de Direito e vinculado ao Centro Espírita Allan Kardec, em Itapetininga-SP, onde reside, Alessandro é espírita há 25 anos. Palestrante, tem percorrido diversas instituições com diferentes temas de estudos à luz do Espiritismo. Entre eles, a temática polêmica da homossexualidade oferece valiosa reflexão por meio das respostas à nossa entrevista.

RIE – Como analisar o tema HOMOSSEXUALIDADE à luz do Espiritismo?
Alessandro Viana Vieira de Paula – O tema "homossexualidade" está em voga, na atualidade, em virtude de decisões recentes da justiça, seja acolhendo a união estável entre os homossexuais, seja concedendo a adoção para casais do mesmo sexo, bem como diante de condutas homofóbicas, divulgadas na mídia, onde os homossexuais sofrem agressões variadas por suas opções sexuais. No contexto espírita, deveremos analisar a questão sob a ótica do Evangelho, que nos recomenda a tolerância e o "não julgueis", assim como sob o prisma da reencarnação, que nos possibilita entender a ocorrência da homossexualidade e as questões emocionais e psicológicas a ela relacionadas. A homossexualidade tem como fator causal o espírito, que passa por um período de reajustamento das energias sexuais ou de fatores relacionados às experiências no masculino e no feminino, conforme veremos nas demais perguntas.

RIE – E as causas da ocorrência?
Alessandro – A causa mais comum diz respeito à chamada "inversão reencarnatória". O espírito reencarna em corpos femininos e masculinos, a fim de extrair o aprendizado inerente a cada tipo dessas experiências. Ao reencarnar como mulher, aprenderá o valor da renúncia, da sensibilidade, da maternidade, da docilidade. Ao vincular-se num corpo masculino, assimilará o valor da intrepidez, da ousadia, da força. Normalmente, as reencarnações de um espírito apresentam certa predominância no masculino ou no feminino, porque é um desafio para o espírito a opção da inversão reencarnatória em razão das lutas íntimas que propicia, sobretudo no campo da afetividade e da sexualidade. Mas, por necessidades de evolução, chega a hora da inversão, seja por opção, seja por expiação (mau uso das energias sexuais). É verdade que o espírito, na essência, é assexuado, mas, em razão da referida predominância, terá inclinações, gostos, trejeitos masculinos ou femininos e, ao reencarnar num corpo diverso de seu conteúdo emocional, poderá apresentar a tendência à homossexualidade (atração por pessoas do mesmo sexo). Também há outros fatores causais de menor incidência, como a questão educacional, a hiperatividade sexual do espírito ou o encontro de afeto de outras vidas que está num corpo idêntico à sua morfologia (masculino ou feminino) e sente uma atração injustificável e intensa, somente por essa pessoa, vindo a iniciar um relacionamento afetivo.

RIE – Por que o preconceito?
Alessandro – O preconceito decorre da nossa ignorância sobre o assunto e, como a homossexualidade difere do padrão aceito (heterossexualidade), naturalmente ocorre a não aceitação e a rotulação dos homossexuais. No meio espírita, há os equívocos de classificação como obsessão, imperfeição moral ou doença. Há desvios morais mais graves que comprometem o indivíduo com as leis divinas bem mais que a homossexualidade em descontrole ou ruidosa, exótica. O abuso do sexo, por exemplo, é gerador de compromissos expiatórios tanto na homossexualidade como na heterossexualidade, mas, em razão do preconceito, somos mais tolerantes com essa opção sexual do que com aquela, quando nosso julgamento é mais pesado, intolerante. Os espíritos nos ensinam que o caráter moral e ético do indivíduo tem mais prevalência para as leis de Deus do que simplesmente a opção sexual.

RIE – E a conciliação das recomendações do Evangelho com a realidade vivida em nossos dias?
Alessandro – Jamais poderemos nos esquecer de que Jesus é nosso modelo e guia para tudo, conforme consta da questão nº 625 de O Livro dos Espíritos. Em sua época, Jesus rompeu com os preconceitos vigentes, ensinando-nos a lição da fraternidade e da compaixão. As mulheres, as prostitutas, os pobres, os enfermos, sobretudo os hansenianos, eram menosprezados e tinham pouca ou quase nenhuma participação na vida social e religiosa. Jesus, para nos ensinar que todos somos irmãos, conviveu com todos, sem excluir ninguém, como, por exemplo, na passagem da mulher samaritana, e foi criticado pelos Fariseus por essa conduta elevada. Não pode escapar de nossas reflexões como Jesus agiria, na atualidade, em relação aos homossexuais. Certamente os envolveria com o mesmo amor que aquele externado aos heterossexuais. Por essa razão, a nossa conduta em relação a um filho, parente, amigo, ou qualquer homossexual deve ser de amizade, de ternura, de acolhimento fraternal, não havendo razão para qualquer discriminação de nossa parte, o que não significa que teremos que estimular ou incitar a homossexualidade deles.

RIE – E no ambiente das tarefas espíritas?
Alessandro – O princípio é o mesmo, isto é, a tolerância e condições iguais de trabalho, não havendo motivos para afastarmos os homossexuais da tarefa mediúnica, dos passes ou de qualquer atividade espírita. Qualquer conduta discriminatória não encontrará amparo no Evangelho e na Doutrina Espírita. O critério para admissão nas tarefas da Casa Espírita será o mesmo empregado para os heterossexuais, ou seja, conhecimento do Espiritismo e vocação para o trabalho. Conhecemos confrades homossexuais que são notáveis passistas ou médiuns, que atuam com dedicação e amor à causa. Afastá-los da tarefa porque são homossexuais seria uma atitude incoerente com a própria Doutrina Espírita. O mesmo critério deve ser utilizado no acolhimento aos que chegam à instituição. Afinal, é válida a exortação do Cristo: "Atire a primeira pedra quem estiver isento de erros".

RIE – O que dizer da decisão do STF sobre a união estável de pessoas do mesmo sexo?
Alessandro – A oficialização da união estável pelo STF representa a normatização de algo que já vem ocorrendo em nossa sociedade. Com ou sem a oficialização, continuaria havendo uniões de pessoas do mesmo sexo. Por ser uma situação real de nosso tempo, caberia ao STF pronunciar-se sobre o assunto, até porque há questões legais envolvidas. Então, parece-me acertada a decisão do STF no sentido de reconhecer a união estável, sobretudo em virtude das implicações jurídicas dessa relação. 

RIE – O que disseram alguns espíritos de renome na Doutrina Espírita a propósito do tema?
Alessandro – A título de sugestão de leitura aos leitores, indico as obras "Vida e Sexo", de Chico Xavier, onde Emmanuel escreve um tópico sobre a homossexualidade, falando-nos da inversão reencarnatória e aduz que "Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual, sabendo-se que todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um". Na obra "Sexo e Obsessão", de Divaldo Pereira Franco, há referências sobre o assunto, havendo a afirmação de que a homossexualidade irá aumentar na Terra, em virtude da inversão reencarnatória por expiação (abuso do sexo). Na obra "A Minha Família, o Mundo e Eu", de Raul Teixeira, consta um capítulo sobre como agir diante dos filhos homossexuais. Allan Kardec fala do fenômeno da homossexualidade (não havia esse termo à época) na Revista Espírita de 1866, exatamente na edição de janeiro, com a notável matéria As mulheres têm alma?

RIE – E a citação do Espírito Viana de Carvalho?
Alessandro – No livro "Atualidade do Pensamento Espírita", o referido espírito diz que a homossexualidade é uma experiência natural da evolução. Precisamos entender essa afirmação. Não se trata de estimular a homossexualidade, mas de reconhecer que, todos nós, em razão da necessidade da inversão reencarnatória, vivenciaremos essa luta íntima, esse desafio emocional de ter um corpo diferente de nossos aspectos psicológicos espirituais, isto é, a inclinação homossexual. Convém frisar que o importante será o que faremos dessa inclinação, pois haverá gradações de comprometimentos. Há aquele que traz a luta íntima da homossexualidade e consegue manter-se sem relacionamento afetivo e sexual (é o ideal), nutrindo-se das amizades que o cercam. Mas, a maioria dos espíritos sente a necessidade de ter uma companhia afetiva, sendo que alguns conseguem abdicar-se do sexo, canalizando as energias sexuais para outras áreas da vida. Num patamar de maior comprometimento, haverá aqueles que terão um parceiro e terão relações sexuais. O espírito Camilo, na obra "Educação e Vivências", adverte que seria salutar que os homossexuais evitassem o lesbianismo e a pederastia. Há outros homossexuais que terão vários parceiros, que promoverão alterações no corpo, que serão desregrados na sexualidade, tudo a comprometer com mais intensidade o êxito da reencarnação. Mas, convém lembrar que ocorrerá a mesma gradação de comprometimentos com o heterossexual, na exata medida em que se afastem ou mais se aproximem da vivência das lições do Cristo. Para ambos (hetero ou homossexual), incidirá a regra de que "o amor cobre uma multidão de pecados"; por isso, enfatizamos que o caráter tem prevalência na conduta humana.

RIE – Algo mais que gostaria de acrescentar?
Alessandro – Frisar que o artigo em questão não tem o condão de estimular a homossexualidade, mas de entender essa ocorrência à luz do Espiritismo e da reencarnação, a fim de que a tolerância possa marcar a nossa conduta. Enfatizo, ainda, que o Espiritismo é de grande valor aos irmãos homossexuais, porque explica a causa dessa luta íntima e orienta como não se comprometer com as leis divinas ou, em sendo impossível a abstenção total do relacionamento afetivo, como se comprometer o mínimo possível, buscando, em primazia, o melhoramento moral e espiritual. Quantos jovens e adultos homossexuais odeiam a si mesmos, e alguns buscam o suicídio ou as fugas psicológicas nas drogas e no álcool. A partir do Espiritismo, passam a entender a causa da inclinação homossexual, procurando ajustar suas condutas às diretrizes do Evangelho. Aos heterossexuais, a Doutrina Espírita exorta a tolerância e o acolhimento fraterno, evitando o julgamento alheio, até porque, como constou do artigo, a inclinação homossexual é uma experiência natural da evolução, de tal sorte que, se ainda não vivenciamos em nosso passado espiritual, certamente enfrentaremos essa situação, quando houver, no futuro, a inversão reencarnatória. Assim sendo, a orientação do Cristo "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" é de profunda importância para a nossa paz e felicidade.

FONTE: O Clarim

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