GOOGLE SITE TRANSLATOR

Registre-se em 1 minuto!

PUBLICIDADE

Últimas atividades

Posts no blog por Edilza

EQUINÓCIO

EQUINÓCIOEQUINÓCIOInspiração Diária de Kate Spreckley21 de Setembro de 2019Neste fim de semana, temos a…Ver mais...
5 horas atrás
Posts no blog por Edilza
ontem
Posts no blog por Edite Spiess Stauffer

FLORAIS PARA DESPERTAR VONTADE DE AGIR E TER PROSPERIDADE

Falar em prosperidade, para muitos, traz imediatamente a ideia de ter muito dinheiro e usufruir o que este pode oferecer,…Ver mais...
ontem
Edilza curtiu a postagem no blog O Furo na sua Aura de Edite Spiess Stauffer
sexta-feira
sonia hedilamar campos curtiu a postagem no blog COMO ORAR DE FORMA MAIS PODEROSA de Edilza
sexta-feira
Lord Osiris curtiu a postagem no blog A MEDITAÇÃO NÃO MUDA NINGUÉM, TE COLOCA EM CONTATO CONSIGO MESMO de Edite Spiess Stauffer
quinta-feira
Posts no blog por Edilza
quinta-feira
Fernando Vesco curtiu a postagem no blog Os gatos Os protetores universais do seu lar de Edilza
quarta-feira
Posts no blog por Edite Spiess Stauffer

O Furo na sua Aura

A questão da proteção energética e espiritual é um tema muito abordado ao longo da história. Primeiro porque já se percebeu que as influências invisíveis podem ser tão devastadoras quanto ataques físicos. Segundo porque quando se fala em forças…Ver mais...
quarta-feira
tinajair etinajair curtiu a postagem no blog COMO ORAR DE FORMA MAIS PODEROSA de Edilza
quarta-feira
Graydon Bluhm Jr atualizaram seus perfis
quarta-feira
Graydon Bluhm Jr comentou a postagem no blog COMO ORAR DE FORMA MAIS PODEROSA de Edilza
"Bom dia! Orientações perfeitas desde que aprendi a orar parecido com essa forma minha vida mudou radicalmente e interessante é que tudo foi intuitivo e espontâneo. Aos que tiverem interesse pesquisem os pergaminhos do…"
quarta-feira

Mensagens de blog

Curta Nossa Página no Facebook

Mito da Caverna

FILOSOFIA

O Mito da Caverna é uma alegoria retirada de “A República”, de Platão, que fala sobre o conhecimento verdadeiro e o governo político.

PUBLICIDADE

Platão narra uma história alegórica chamada de Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna em sua obra mais complexa, A República. O diálogo travado entre Sócrates, personagem principal, e Glauco, seu interlocutor, visa a apresentar ao leitor a teoria platônica sobre o conhecimento da verdade e a necessidade de que o governante da cidade tenha acesso a esse conhecimento.

Leia também: Relação entre o Mito da Caverna e o filme Matrix

O que o Mito da Caverna diz?

No texto, Sócrates fala para Glauco imaginar a existência de uma caverna onde prisioneiros vivessem desde a infância. Com as mãos amarradas em uma parede, eles podem avistar somente as sombras que são projetadas na parede situada à frente.

As sombras são ocasionadas por uma fogueira, em cima de um tapume, situada na parte traseira da parede em que os homens estão presos. Homens passam ante a fogueira, fazem gestos e passam objetos, formando sombras que, de maneira distorcida, são todo o conhecimento que os prisioneiros tinham do mundo. Aquela parede da caverna, aquelas sobras e os ecos dos sons que as pessoas de cima produziam era o mundo restrito dos prisioneiros.

Repentinamente, um dos prisioneiros foi liberto. Andando pela caverna, ele percebe que havia pessoas e uma fogueira projetando as sombras que ele julgava ser a totalidade do mundo. Ao encontrar a saída da caverna, ele tem um susto ao deparar-se com o mundo exterior. A luz solar ofusca a sua visão e ele sente-se desamparado, desconfortável, deslocado.

Aos poucos, sua visão acostuma-se com a luz e ele começa a perceber a infinidade do mundo e da natureza que existe fora da caverna. Ele percebe que aquelas sombras, que ele julgava ser a realidade, na verdade são cópias imperfeitas de uma pequena parcela da realidade.

O prisioneiro liberto poderia fazer duas coisas: retornar para a caverna e libertar os seus companheiros ou viver a sua liberdade. Uma possível consequência da primeira possibilidade seria os ataques que sofreria de seus companheiros, que o julgariam como louco, mas poderia ser uma atitude necessária, por ser a coisa mais justa a se fazer.

Platão está dispondo, hierarquicamente, os graus de conhecimento com essa metáfora e falando que existe um modo de conhecer, de saber, que é o mais adequado para se pensar em um governante capaz de fazer política com sabedoria e justiça.

Os prisioneiros tinham acesso somente às sombras projetadas na parede da caverna.
Os prisioneiros tinham acesso somente às sombras projetadas na parede da caverna.

A República - o livro em que está contido o Mito da Caverna

A República é, talvez, a obra mais complexa e completa de Platão. Composto por dez livros, a obra fala sobre as várias formas de governo e política para chegar ao modelo político ideal, segundo Platão. Para chegar à formulação de sua teoria, o filósofo passou por elementos característicos da vida humana, como a estética, a arte e o conhecimento humano (que é discutido no livro VII, o mesmo livro em que se encontra a Alegoria da Caverna).

O longo diálogo narra a trajetória de Sócrates buscando estabelecer, teoricamente, como seria o governo perfeito. O conhecimento é, para Platão, o elemento primordial de um bom governante. Por isso, no livro VII de A República, Platão afirma que o filósofo deve ser como o prisioneiro liberto da caverna. Essas características são fundamentais para o governante: a busca pela verdade.

Saiba também: Leia sobre estes outros conceitos platônicos.

Conclusões acerca do Mito da Caverna

A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada da seguinte maneira:

  1. Os prisioneiros: os prisioneiros da caverna são os homens comuns, ou seja, somos nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras.

  2. A caverna: a caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso.

  3. As sombras na parede e os ecos na caverna: sombras e ecos nunca são projetados exatamente do modo como os objetos que os ocasionam são. As sombras são distorções das imagens e os ecos são distorções sonoras. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro.

  4. A saída da caverna: sair da caverna significa buscar o conhecimento verdadeiro.

  5. A luz solar: a luz, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.

Mito da Caverna visto nos dias de hoje

Trazendo a Alegoria da Caverna para o nosso tempo, podemos dizer que o ser humano tem regredido constantemente, a ponto de estar, cada vez mais, vivendo como um prisioneiro da caverna, apesar de toda a informação e todo o conhecimento que temos a nossa disposição.

As pessoas têm preguiça de pensar. A preguiça tornou-se um elemento comum em nossa sociedade, estimulada pela facilidade que as tecnologias nos proporcionam. A preguiça intelectual tem sido, talvez, a mais forte característica de nosso tempo. A dúvida socrática, o questionamento, a não aceitação das afirmações sem antes analisá-las (elementos que custaram a vida de Sócrates na antiguidade) são hoje desprezados.

A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos do século XXI que apenas vivem como se a própria vida tivesse importância maior que a preservação da sociedade. As notícias falsas estão enganando cada vez mais pessoas que não se prestam ao trabalho de checar a veracidade e a confiabilidade da fonte que divulga as informações.

As redes sociais viraram verdadeiras vitrines do ego, que divulgam a falsa propaganda de vidas felizes, mas que, superficialmente, sequer sabem o peso que a sua existência traz para o mundo. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.

Quem ousa opor-se a esse tipo de vida vulgar, soterrada na ignorância, presa na caverna como estavam os prisioneiros de Platão, é considerado louco. Os escravos presos no interior da caverna não percebem que são prisioneiros, assim como as pessoas que estão presas na mídia, nas redes sociais e no mar de informações, muitas vezes desinformantes, da internet, não percebem que são enganadas.

Vivemos na época do predomínio da opinião rasa, do conhecimento superficial, da informação inútil e da prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância.

 

Por Francisco Porfírio
Professor de Filosofia

A Alegoria da Caverna está em um diálogo de “A República”, obra de Platão, e fala sobre o conhecimento da verdade.
A Alegoria da Caverna está em um diálogo de “A República”, obra de Platão, e fala sobre o conhecimento da verdade.

Exibições: 3

Comentar

Você precisa ser um membro de Ignotus Rede Social para adicionar comentários!

Entrar em Ignotus Rede Social

© 2019   Criado por Edson Luiz Pocahi.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço